31 de janeiro de 2009

ESTUPRO E ABORTO NA VISÃO ESPÍRITA

Em diversas oportunidades, quando fizemos palestra sobre reencarnação e aborto, fomos questionados posteriormente sobre a dolorosa e delicada circunstância do estupro. Principalmente, ao se propiciar perguntas nos serem dirigidas por escrito viabilizava-se este questionamento.
Embora o tema seja potencialmente polêmico e desagradável, não há como ignorá-lo no contexto de nossa situação planetária.
A grande discussão que se levanta é a legitimidade, ou não, do aborto, quando a gravidez é conseqüente a um ato de violência física. Mais uma vez, nos posicionamos em relação ao aspecto legal da questão nos abstendo de maiores comentários no campo jurídico pois leis e constituições os povos já tiveram inúmeras e tantas outras terão. Nossa abordagem será pelo ângulo transcendental e reencarnacionista considerando que são três (3) espíritos, no mínimo, envolvidos na tragédia em questão.
Igualmente, quanto ao aspecto da ética médica, a qual estamos submetidos por força da profissão que nesta reencarnação exercemos, lembramos ser esta ética diferente em cada país do planeta. Numa escala de zero a 10, teremos todas as notas, conforme a nação e o continente que nos reportarmos.
Inicialmente, cumpre-nos esclarecer que o livre arbítrio é o maior patrimônio que nós, espíritos humanos, temos alcançado ao atingirmos a faixa evolutiva pensante. Livre arbítrio que não legitima atitudes, mas oportuniza às criaturas decidir e se responsabilizar pelas conseqüências de seus atos posteriores.
Outra premissa que deveremos estabelecer é aquela da maior ou menor repercussão dos atos perante a Lei Universal, em função do nível de esclarecimento que possuímos. Importante também salientar que não há atos perversos que tenham sido planejados pela espiritualidade superior. Seria de uma miopia intelectual sem limites, a idéia de que alguém deve reencarnar a fim de ser estuprado.
A concepção do Deus punitivo e vingativo já não cabe mais no dicionário dos esclarecidos sobre a vida espiritual. Deus é a fonte inesgotável de amor.
É a Lei maior que a tudo preside, uma lei de amor que coordena as leis da natureza.
Como conceber a violência física? como enquadrar a onipresença divina em situações e sofrimentos que observamos? Deus estaria ausente nestas circunstâncias? Ou estaria presente? Para muitos indivíduos se estivesse presente já seria motivo para não crer na sua existência ou na sua infinita bondade e onisciência.
Outra questão importante: Quem é a "vítima"? Cada um de nós ao reencarnar trouxe todo o seu passado impresso indelevelmente em si mesmo, são os núcleos energéticos que trazemos em nosso inconsciente construídos no passado.
Espíritos que somos e pelas inúmeras viagens que percorremos, representadas pelas inúmeras vidas, possuímos no nosso "passaporte" inúmeros "carimbos" das pousadas onde estagiamos em vidas anteriores. Hoje, a somatória destas experiências se traduzem em manancial energético que irradia constantemente do nosso interior para a superfície desta vida.
Assim, é também a "vítima. A jovem que hoje se apresenta de forma diferente, traz em seu passado profunda marcas de atitudes prejudiciais a irmãos seus. Atitudes de desequilíbrio que são gravadas em si mesma.
Algumas delas participaram intelectualmente de verdadeiras emboscadas visando atingir de maneira dolorosa a intimidade sexual de criaturas; outras foram executoras diretas, pela autoridade que eram investidas, de crimes nesta área. enfim, são múltiplas as situações geradoras da desarmonia energética que agora pulsa constantemente nos arquivos vibratórios da nossa personagem neste drama.
Pela Lei Universal, a sintonia de vibrações, poderá ocorrer em um dado momento dependendo da facilitação criada por atitudes mentais da personagem apresentou como surpresa desagradável para a agredida.
Como orientar a vítima? Identificados dois dos protagonistas (mãe e filho) falemos acerca da entidade reencarnante
Em certas ocasiões, o ser que mergulha na carne nesta dolorosa circunstância é alguém que vibra na mesma faixa de desequilíbrio. Um espírito que pelo ódio se imantava magneticamente à aura da jovem como que pedindo-lhe contas pelos sofrimentos causados por ela, se vê preso às malhas energéticas do organismo biológico que se forma.
O processo obsessivo que vinha se desenvolvendo já o fixara perifericamente à trama perispiritual materna e agora passa a aderir definitivamente naquele organismo feminino.Apesar do momento cruel, a Lei maior pode aproveitar para retirar o perseguidor desta situação adormecendo-o. Acordará, talvez, embalado pelos braços de sua antiga algoz que aprenderá a perdoar e até amar em função do sábio esquecimento do passado. Lembramos, novamente, não foi em hipótese alguma programado o estupro, nem ele em qualquer circunstância teria justificativa. No entanto o crime existindo, a espiritualidade sempre fará o máximo para do "mal" poder resultar algum bem.
Mas, muitas vezes, a gestante pressionada pelos vínculos familiares opta por interromper a gravidez indesejada.
Somos contrários a teatralidade daqueles que exibem recursos chocantes de fragmentos ensangüentados de bebês em formação, jogados nos baldes frio da indiferença humana. A falta de argumento e conhecimento espírita do processo que se desencadeia, é que faz lançar mão destes métodos agressivos de exposição. A visão espiritual da situação dispensa estes recursos dos quais podem se servir outras correntes religiosas que desconhecem a preexistência da alma o mecanismo da reencarnação, etc.
O espírito submetido à violência do aborto sofre intensamente no processo, conforme o seu grau de maturidade espiritual. Perante a Lei divina sabemos que o espírito reencarnado não deve receber a agressão arbitrária em face da violência cometida por outro. Violência que gera violência, um ciclo triste que necessita ser rompido com um ato de amor a um entezinho que muitas vezes aspira por uma oportunidade de evolução em nova vida.
O aborto provocado gera muitas vezes profundos traumas em todos os envolvidos exacerbando a dolorosa situação cármica da constelação familiar. Ninguém é mãe ou filho de outrem por casualidade. Há, sempre, um mecanismo sábio da lei que visa corrigir ou atenuar sofrimentos.
Há, também, espíritos afins e benfeitores que, visando amparar a futura mãe, optam pelo reencarne na situação surgida. A vítima do estupro, poderá ter ao seu lado toda luz de alguém que poderá vir a ser o seu arrimo e consolo na velhice. Irmãos cheios de ternura em seu coração, com projetos de dedicação e amparo, aproveitam o momento criado pelo crime para auxiliar, diretamente, na vida material, dando todo seu trabalho afetivo para aquela que amam. Renascem como seu filho.
A eliminação da gravidez, através do aborto provocado, nestes casos, irá anular este laborioso auxílio que o espírito protetor lamentará ter perdido.
Pelo exposto, a interrupção da gestação mesmo decorrente de violência, é sempre uma atitude arbitrária que só ampliará o sofrimento dos familiares. Se a jovem for emocionalmente incapaz de atender os requisitos da maternidade, a adoção, preferencialmente por pessoas de vínculos próximos, deverá ser o remédio por nós indicado.
Se não houver possibilidades psiquicamente aceitáveis de recepção por parte de familiares, encaminhe-se os trâmites da adoção para quem receberá aquela criatura com o amor necessário ao seu processo redentor e educativo.
O tempo se encarregará de cicatrizar os ferimentos da alma.
Dr. Ricardo Di Bernardi

30 de janeiro de 2009

SEM HUMILDADE NÃO HÁ VERDADE


Todo o esforço do homem civilizado, no âmbito das atividades espirituais, deve ser orientado no sentido de melhorar-se, de superar-se, e para isso conseguir, deve interessar- se, vivamente. em busca sempre do melhor, partindo do erro para o certo, do torto para o direito, do mal para o bem, do vício para a virtude, do feio para o belo, da guerra para a paz, do caos para o superno. E’ isto o que se convencionou chamar evoluir: é nisto que consiste a evolução, colimando atingir o objetivo derradeiro — a conquista da perfeição, embora relativa. Porque a perfeição absoluta ainda, não é deste mundo.
E segundo as leis de Evolução - assegura-nos Henri Dudville: “Tudo, na Natureza, vive e se transforma, passando de um estado imperfeito a um estado mais ritímico. Tudo evolui neste mundo, tudo tende para uma perfeição sempre maior. A ontogênese corrobora as observações da paleontologia, por verificações experimentais e científicas que as espécies evoluem seguindo uma ordem sempre a mesma, e que elas se transformam, a inferior na superior, por gradações infinitas, porém inegáveis”. (OS CICLOS DA VIDA)
Nessa luta está sintetizado todo o homem e sua vida, pelo esforço sincero e ponderado de todos os instantes de todos os minutos, de toda hora. Nesse terreno não há improvisações possíveis, nem saltos, porque tudo se opera lentamente, considerando o tempo e o espaço. Desejar improvisação, no que só se pode realizar paulatinamente, é desconhecer as reais comezinhas regras de evolução.
Já é muito na criatura, embora aspirando o máximo, esse desejo de melhorar-se, caminhando pela estrada reta do dever, reconhecendo nisso a necessidade de progresso do seu espírito, mas o que é desaconselhável, é que, quem quer que seja, possuído de uma verdade relativa, pretenda impô-la a outrem, derrogando as prerrogativas respeitabilíssimas do livre arbítrio, a liberdade de consciência e de raciocínio, porque aí vêm a faltar com a tolerância e a caridade, preceituadas pelo Mestre dos Mestres — Jesus; porque aí, “sem a humildade e sem o amor, já não haverá verdade”, no felicíssimo acerto de Pedro II; porque também “ninguém se convence de uma coisa ou de uma verdade que não seja antes entendida, compreendida”, assegura-nos o Dr. Romeu Camargo, e ainda porque só se deve chegar à verdade pelo caminho sem curvas da virtude e da caridade.
“Uma idéia justa já dizia Tácito — não troveja nem fulmina. E’ como o sol. Ilumina. Domina pela luz própria”.
Daí, porque fracassam muitos quando pretendem impor as suas idéias, os seus decretos, os seus princípios, as suas normas, esquecendo que, “para a redenção suprema das almas, todos os seus movimentos devem conduzir à caridade, antes de tudo, porque sem caridade não haverá paz nem salvação para o mundo que se perde”, sabendo mais que “todo Poder que não vem do Amor e do Bem — como afirma Emanuel, em belíssima mensagem - um novo agravo de responsabilidades, e toda a felicidade que não descansa sobre a felicidade dos outros, é um filtro venenoso que pode enganar os menos avisados de entendimento”.
Assim é, com efeito. De que vale salvar o corpo e perder a alma? A alma é tudo, o corpo nada.
E’ do Divino Mestre, esta sublime lição: -“Eu não vim a curar os sãos, mas os enfermos”. e que haverá mais festa no Céu pela entrada nele de um pecador arrependido, do que do mil justos”
O nosso Alan Kardec, já nos havia dito que “nenhuma idéia nova se estabelece sem lutas, e que para amadurecer e vingar uma idéia nova, e crescer raízes entre os povos, é necessário que muitas gerações passem, isto é, tempo e espaço”.
O sectarismo vesgo de muitos idealistas da época, tem produzido desastres irremediáveis, porque desconhecem aquelas prerrogativas. que nos dizem, que “a natureza não dá saltos”, e que preconceitos vetustos não podem ser abolidos num momento.
E quem se diz discípulo do Cristo deve meditar muito e seriamente, quando se dispuser a tomar atitudes, cujas conseqüências não pode prever, que contradizem, quase sempre, o Estatuto máximo — O Evangelho, o melhor e mais perfeito Código; e atitudes que conduzem muitas vezes, as criaturas, ao fanatismo, que “é uma conspiração de hostes, para sufocar a verdade dos outros.
O domínio das idéias é vastíssimo, e a inteligência do homem é o meio providencial de que ele dispõe para ingressar nesse labirinto, e atingir um fim objetivado. E, como todo labirinto, tem linhas sinuosas e esconderijos, que só aos espíritos de elite é dado o poder de percorrê-los, sondando-lhes os meandros.
Cada um de nós representa uma entidade à parte no grande Todo e no cenário da vida.
Cada individualidade, por isso mesmo, tem diferentes inclinações, gostos e vontades; diferentes modos de percepção das coisas, diferente modo de sentir. O que para um é bom, para outro, não serve; o que agrada a um, a outro não convém; o que para um, é claro, a outro parece escuro; o que para um é harmonia, para outro é dissonância. Assim compreendendo, já dizia Pitágoras que: “nem todas as matérias são próprias para fazer uma estátua de Minerva”, por isso que “cada um de nós tem a verdade que a sua inteligência comporta”, reafirmando a assertiva bíblica dos que “têm olhos e não vêem e têm ouvidos e não ouvem”, e sempre que erigimos a nossa ignorância em saber, a nossa insciência é incurável, o desastre é certo.
E’ isto justamente que prova que somos, antes e depois da morte física, uma individualidade independente e pensante, dona de uma personalidade, e que já trazemos conosco, quando ingressamos nesta vida, como patrimônio sagrado do nosso espírito, a faculdade de pensar, discernir e realizar, por nós mesmos, independente de tutelas desprimorosas, sem essa prerrogativa o homem não poderia ter a supremacia na Criação sobre os outros animais, e que denuncia também a gradação de cada espírito na escala evolutiva, provando mais que o nosso espírito não é laborado juntamente com o corpo, no momento do nascimento, como querem muitas crenças, mas sim que é produto de vidas inúmeras, vividas através de uma série infinita de encarnações sucessivas.
Assim sendo, como querer que determinado princípio de direito, sirva a todas as conciências, indistintamente, quando tão diferentes são o temperamento e o sentir das criaturas?
Desejar em todos os homens o mesmo grau de percepção, sensibilidade e desenvolvimento espiritual, o mesmo nível de evolução, é o cúmulo dos absurdos, é desejar o impossível!
Não e não! Em tudo, devemos procurar conhecer, como dizia Pitágoras, o princípio e o termo. E’ nisto, principalmente, que consiste o segredo do legislador: sondar o meio para se patentear da exeqüibilidade das suas leis, dos seus programas, porque uma mesma lei não serve para todos e para sempre. E assim tem sido desde as primeiras épocas da Humanidade. Só pouco e pouco as verdades, quer morais, quer religiosas, quer filosóficas, vão sendo conhecidas e aceitas, através das Revelações, que essa mesma humanidade tem podido alcançar. A primeira grande revelação deu-nos Moisés, no Monte Sinai; a segunda no Tabor deu-nos o Cristo, e a terceira — O Espiritismo, diferente das outras, no fundo e na forma, porque não personalizada em ninguém, é a que nossa época suporta, idéia que indica ao mesmo tempo, o caráter e a fonte múltipla da doutrina. E’ o ensino generalizado pela voz dos espíritos, ou seja pela voz do Espírito de Verdade, que vem explicar tudo aquilo que o Cristo nos tinha a dizer e não pudera; que nos vem ensinar todas as verdades, porque não fala de si mesmo, mas diz tudo o que tem ouvido. E assim há de ser sempre. Para cada época, um ensinamento adequado à época e por ela suportável. Sigamos, pois, a esteira sacrossanta de Jesus, e o resto nós o receberemos “de acréscimo”.
Paz e luz para toda a humanidade, são os nossos maiores anseios.
J. B. Chagas
Fonte: A Voz dos Espíritos – setembro e outubro, 1946

29 de janeiro de 2009

COISAS TERRÍVEIS E INGÊNUAS.......FIGURAM NOS LIVROS BÍBLICOS

A palavra de Deus não está na Bíblia, mas na natureza, traduzida em suas leis.
A Bíblia é simplesmente uma coletânea de livros hebraicos, que nos dão um panorama histórico do judaísmo primitivo.
Os cinco livros iniciais da Bíblia, que constituem o Pentateuco mosaico, referem-se à formação e organização do povo judeu, após a libertação do Egito e a conquista de Canaã.
Atribuídos a Moisés, esses livros não foram escritos por ele, pois relatam, inclusive, a sua própria morte.
As pesquisas históricas revelam que os livros da Bíblia têm origem na literatura oral do povo judeu.
Só depois do exílio na Babilônia foi que Esdras conseguiu reunir e compilar os livros orais (guardados na memória) e proclamá-los em praça pública como a lei do judaísmo, ditada por Deus.
Os relatos históricos da Bíblia são ao mesmo tempo ingênuos e terríveis.
Leia o estudante, por exemplo, o Deuteronômio, especialmente os capítulos 23 e 28 desse livro, e veja se Deus podia ditar aquelas regras de higiene simplória, aquelas impiedosas leis de guerra total, aquelas maldições horríveis contra os que não crêem na “sua palavra”.
Essas maldições, até hoje, apavoram as criaturas simples que têm medo de duvidar da Bíblia.
Muitos espertalhões se servem disso e do prestígio da Bíblia como “palavra de Deus”, para arregimentar e tosquiar gostosamente vastos rebanhos.
As leis morais da Bíblia podem ser resumidas nos Dez Mandamentos.
Mas esses mandamentos nada têm de transcendentes.
São regras normais de vida para um povo de pastores e agricultores, com pormenores que fazem rir o homem de hoje.
Por isso, os mandamentos são hoje apresentados em resumo.
O Espírito que ditou essas leis a Moisés, no Sinai, era o guia espiritual da família de Abrão, Isaac e Jacob, mais tarde transformado no Deus de Israel.
Desempenhando uma elevada missão, esse Espírito preparava o povo judeu para o monoteísmo, a crença num só Deus, pois os deuses da antiguidade eram muitos.
O Espiritismo reconhece a ação de Deus na Bíblia, mas não pode admiti-la como a “palavra de Deus”.
Na verdade, como ensinou o apóstolo Paulo, foram os mensageiros de Deus, os Espíritos, que guiaram o povo de Israel, através dos médiuns, então chamados profetas.
O próprio Moisés era um médium, em constante ligação com Iavé ou Jeová, o deus bíblico, violento e irascível, tão diferente do deus-pai do Evangelho.
Devemos respeitar a Bíblia no seu exato valor, mas nunca fazer dela um mito, um novo bezerro de ouro.
Deus não ditou nem dita livros aos homens.

(De: “Visão Espírita da Bíblia”, de J.Herculano Pires)

28 de janeiro de 2009

SEM DESÂNIMO

A dor te visitou, sem aviso prévio.
É compreensível que a emotividade te envolva, diante de acontecimentos que te atingirem no âmago do ser.
Contudo, procura raciocinar.
Lembra-te do amparo de Deus, que já te sustentou em outras situações difíceis.
Recorda as palavras de Jesus, prometendo consolação aos que sofrem.
Lembra-te dos amigos espirituais que te guiam e vem sustentando os passos, por entre os caminhos espinhosos.
Equilibra-te na certeza de que o tempo é solucionador natural de todos os problemas que não possas resolver de imediato.
Confia em Deus e segue para frente.
Amanhã compreenderás melhor as razões das dores, que, hoje padecem incompreensíveis.
Ditado pelo Espírito Augusto.

27 de janeiro de 2009

O MÉDICO DAS ALMAS

Jesus curava o corpo, pretendendo com isso curar a alma.
A enfermidade, disse elle, é herança do peccado. Por esta expressão simples, porém profunda, concluimos que a origem das doenças está no Espirito. As manifestações exteriores são effeitos de uma causa interna.
Coherente com este criterio, Jesus disse ao paralytico que padecera 38 annos e a quem havia curado: “Olha, já estás bom; portanto, toma cuidado, não peques mais, para que não te succeda coisa peor”.
Peccar é tentar contra as leis naturaes, que tudo abrangem, envolvendo os planos physico e moral. Deus creou o Espirito e creou o corpo, sujeitando ambos ao imperativo daquellas leis. A Hygiene é a religião do corpo; a Religião é a hygiene da alma.
Toda cura opera-se de dentro pára fóra, precisamente porque, as raizes do mal que affecta o corpo estão no Espírito. “Mens sana in corpore sano”. Ha causas cujos effeitos são immediatos; outras existem de con­sequencias remotas; mas, o facto incontestavel é que o principio de causalidade rege á Vida.
As enfermidades constituem anomalias, pois o natural é que o homem seja são. Para remi-lo da servidão do peccado, origem dos disturbios physicos e psychicos, veiu Jesus ao mundo. Por isso, quando deu a vista aos cégos, audição aos surdos, voz aos mudos, etc., não agiu em desaccordo com as leis naturaes, mas de plena conformidade com ellas, de vez que, restituindo a vitalidade áquelles orgãos, restabeleceu as suas legitimas funcções. Os olhos foram feitos para ver, os ouvidos para ouvir, as cordas vocaes para articularem a palavra.
Aprendemos no Evangelho que o corpo não é coisa desprezivel. Jesus attendeu sempre com solicitude e bondade ás supplicas de todos os enfermos que o procuravam, restaurando-lhes a saude. Encarando as mazellas humanas com piedade e commiseração, Elle não se enojava dellas. Extendeu, por vezes suas mãos bemfazejas sobre os estigmas e as deformidades occasionadas pela lepra, restabelecendo o corpo doente na sua conformação natural e nas suas linhas de harmonia e de belleza.
Jamais deu a entender a qualquer enfermo que não convinha zelar do physico e curar da sua conservação. Ensinou, pelo exemplo, que a materia, como instrumento do Espirito, deve ser convenientemente cuidada, de modo a prestar-se aos fins a que se destina.
Instrumentos desafinados e faltos de zelo compromettem a obra dos melhores artistas. As reacções entre o physico e o moral, o moral e o physico, são reciprocas e continuas, decorrendo desse phenomeno a necessidade do Espirito trazer o corpo debaixo do seu dominio. Governar e dirigir a materia, nunca, porém, despreza-la e, menos ainda, abandona-la aos caprichos e aos arrastamentos do instincto.
O corpo, disse S. Paulo, é templo de Deus. Para que o seja de facto, accrescentamos nós, é preciso que esteja sob o impe­rio do Espirito.
Das curas operadas pelo Divino Escu­lapio resultam dois beneficios: um de ordem material, outro de natureza espiritual. O primeiro consiste em sarar o corpo, que é geralmente o que todo doente procura; o segundo revela-se na communhão que então se estabelece entre o beneficiado e o bemfeitor, isto é, entre o paciente restabelecido e aquelle que promoveu a cura. Desta relação decorre o supremo bem para o Espirito, a sua redempção, ou, seja, a conquista da saude permanente do ser imperecivel.
Tal a méta visada pelo Christo de Deus.

VINÍCIUS
Fonte: Reformador – abril, 1936

26 de janeiro de 2009

PÁTRIA DO EVANGELHO

E conhecida de quase todos os espíritas a famosa afirmativa de Humberto de Campos. Espírito. escrita através da psicografia de Francisco Cândido Xavier: ''Brasil, Coração do Mundo. Pátria do Evangelho “.
Muitos espíritas contestam o conceito de que o Brasil seria a Pátria do
Evangelho, alegando, e isto é verdade, que em muitas ocasiões vemos falta de fraternidade entre os companheiros da crença espírita, quando, não raro, vemos, até mesmo, verdadeiras manifestações de ultramontanismo, sem falar nas ocasiões em que o espíritas pareceu? Se entredevorar, através de discussões absolutamente improfícuas sobre certos temas ditos doutrinários
Seja como for, a verdade é que o Espiritismo vai conquistando seu espaço entre o povo, chegando às mais variadas camadas da população e até mesmo cumprindo um papel de destaque na sociedade dos desvalidos, através dos múltiplos atendimentos assistenciais. Mas é principalmente no campo da divulgação doutrinária que os espíritas se destacam. Consolando os que choram, explicando as verdades do Evangelho, espalhando o conhecimento que estimula os homens a viverem em paz, explicando a Lei de Causa e Efeito, enfim, dedicando-se aos diversos trabalhos que uma casa espírita oferece é que demonstram sua vocação para o bem e para a característica principal de seu espírito: sua tendência à evangelização.
Aqueles que militam em uma casa espírita desdobram-se em várias frentes de trabalho. Ora estão no serviço de passes aprendendo a servir - e não há como negar que essa tarefa predispõe o homem a doar-se, a despojar-se de dogmatismos, quando vê diante de si um doente que lhe pede apoio fluídico espiritual - ora estão, disciplinadamente, nas sessões de amparo aos espíritos sofredores. Receber junto a si, até mesmo cora uma dose de renúncia, espíritos dementados, orgulhosos e, muitas vezes, vingativos, quase todos com a característica de for-te sofrimento, é também um sinal de evangelização incipiente.
Que falar dos que escrevera, dos que falam, dos que dirigem cursos de estudos doutrinários. Lembramos, ainda, os trabalhadores da direção de uma casa espírita que abrem suas portas para receberem, no âmago da instituição, estranhos, e neles forjar a característica espírita, tornando-os espíritas no modo de ser, de pensar e de agir, mostrando-lhes que podem e devem ser bons e evangelizados.
Todos esses homens e mulheres, dedicados servidores do Evangelho de Jesus, caminham entre tropeços, mas andam buscando aperfeiçoar-se e tornar-se bons. Lutam para dourar dentro de si o antigo, porque desejam ser homens novos, como bem nos falou o apóstolo Paulo (Filipenses 3: 12 a 16).
Vejo nessas manifestações hercúleas de esforço próprio um verdadeiro caminhar para o estado de permanente evangelização - é o Evangelho em ação no homem de bem, é o bem participante da Pátria do Evangelho.
Quer dizer, então, dos que, em verdade não conseguem superar suas dificuldades, que trazem dormitando ou não o egoísmo dentro de si?
Esses, podemos concluir, são os Viajores - e quem não o é? - da estrada da evolução. Ainda não aprenderam a caminhar com inteireza, mas estão no caminho. Se não são evangelizados como gostaríamos que fossem, certamente o serão amanhã. Disso tenham todos a absoluta certeza.
Concluindo, devemos repetir com o generoso Espírito Humberto de Campos que, graças a Deus, nascemos ria Pátria do Evangelho e que somos, por isso mesmo, espíritos em permanente evolução para o mais saber, mas, acima de tudo, para o mais sentir.
Altivo Carissimi Pamphiro
Serviço Internacional de Espiritismo – Julho de 2000

25 de janeiro de 2009

SEGURANÇA ÍNTIMA

Ante os impactos emocionais do cotidiano, estimarias construir a segurança íntima, a fim de que a serenidade se te faça constante cidadela defensiva e podes, indiscutivelmente, construir semelhante refúgio.
Inicia a edificação da própria paz, observando que todos necessitamos pensar por nós mesmos, embora sabendo que somos influenciáveis pelas idéias alheias.
Aceitando-nos na condição de parcelas da imensa família humana, verificaremos que as nossas dificuldades não são maiores que as dos outros.
Integrando a comunidade terrestre, suscetível de adotar numerosos enganos em razão do aprendizado em que nos encontramos, somos impelidos a entender que não estamos isentos de cometer determinados erros e que isso é compreensível, à maneira do sinal vermelho, no trânsito comum, convidando-nos a parar, de modo a seguirmos adiante, em espaço imune de riscos.
Alertados pelo impositivo de atender ao caminho que nos seja próprio, aprenderemos que a estrada dos entes mais queridos pode ser muito diferente da nossa.
Admitindo cada criatura por transeunte ou viajor no carro da própria existência, saberemos zelar por nossas diretrizes, sem interferir na condução do próximo.
Partilhando a realidade de todos, ser-nos-á fácil reconhecer que, os contratempos que nos ocorram, talvez igualmente aconteçam na marcha dos seres que amamos, competindo-nos auxilia-los, tanto quanto desejamos ser auxiliados na solução de nossos problemas.
A convicção de que todos nos achamos em caminho, buscando realizações mais ou menos idênticas entre si, sob riscos análogos, nos podará qualquer impressão de privilégio, à frente dos companheiros da Humanidade, com os quais precisamos estar em paz, na garantia da própria segurança.
Reflete nisso e concluirás que esse ou aquele viajor no mundo tem necessidade de proteger a viatura que lhe diga respeito, de maneira a não suscitar desastres que ameacem aos outros e a si mesmo.
A serenidade habitará conosco, na Terra, quando aí compreenderemos que toda criatura irmã tem o seu próprio corpo, com os sonhos, compromissos, realizações e iniciativas a que se associe, o que nos afastará dos julgamentos precipitados e das condenações indébitas, para que estejamos em plena vivência da regra áurea, cuja prática é o coração da felicidade a fim de que estejamos na felicidade do coração.

CALMA - FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER (EMMANUEL)

24 de janeiro de 2009

QUESTÃO DE CONSCIÊNCIA

A consciência da culpa torna-se azorrague de lamentável aflição para quem delinqüe, constituindo presença indesejável na vida irregular.
Todos os homens com mediana capacidade de discernimento sabem como se devem conduzir e quais os mecanismos corretos de que se podem utilizar, a fim de lobrigarem êxito nos tentames de uma existência sadia.
O erro, que é fator para a aprendizagem, ensinando a melhor metodologia para a fixação do acerto, na área do comportamento moral assume papel preponderante, gerando conseqüências de breve ou longo curso, conforme a ação negativa desencadeada.
*
Na Terra, face aos compromissos ético-sociais que impõem a aparência, não raro em detrimento da realidade, aquela exige que os indivíduos se permitam duas condutas: a que se aceita e aquela
que se vive na intimidade do ser.
Tal atitude desencadeia distúrbios emocionais que se transformam em processos de alienação mental e comportamental infelizes.
Não suportando a carga da dicotomia emocional que se impõe, o indivíduo foge pelos episódios neuróticos; jugulando-se a patologias que o tempo agrava, caso não se permita a necessária terapia e a mudança de ação moral.
*
Fora do corpo, a questão da consciência da culpa assume proporções mais graves, tomando aspectos mais infelizes.
A impossibilidade que experimenta o culpado de dissimular o delito e a presença da sua vítima inocente, que o não acusa em momento nenhum, quando é nobre e elevada, tornam-se-lhe um tormento inominável.
Se, todavia, estagia no mesmo padrão de conduta e é incapaz de compreender e perdoar, ei-la transformada em cobrador implacável, iniciando-se o processo de obsessão cruel, que se alongará na carne futura, que o calceta busca a fim de esquecer e reabilitarse...
Age corretamente sempre.
Não te anestesies com os vapores do erro moral ou de qualquer outra procedência.
Sofre hoje a falta, de modo a não padeceres longamente, mais tarde, o que usaste de forma indevida.
O júbilo de poucos momentos, não vale o remorso de muito tempo.
Felicidade sem renúncia é capricho dourado que se converte em pesadelo.
Tudo passa!
Eis que o tempo, na sucessão das horas, conceder-te-á em paz o que agora te falta, durante o conflito.
Tem paciência e persevera no bem, na retidão.
*
As leis de Deus encontram-se registradas na consciência humana, para que saibamos como agir, para que agir e por que agir sempre da maneira melhor para todos.
Assim, não te comprometas com o mal, o crime, o vício, liberando-te da culpa por antecipação.
Tal atitude será, na tua felicidade, uma questão de consciência.
Divaldo Pereira Franco - Momentos de Meditação - Pelo Espírito Joanna de Ângelis

23 de janeiro de 2009

EXISTÊNCIAS PASSADAS

"No esquecimento das existências anteriormente transcorridas, sobretudo quando foram amarguradas, não há qualquer coisa de providencial e que revela a sabedoria divina?".
Gravíssimos inconvenientes teria os nos lembrarmos das nossas individualidades anteriores. Em certos casos, humilhar-nos-ia sobremaneira. Em outros, nos exaltaria o orgulho, peando-nos, em conseqüência, o livre-arbítrio. Para nos melhorarmos, dá-nos Deus exatamente o que nos é necessário e basta: a voz da consciência e os pendores instintivos. Priva-nos do que nos prejudicaria. Acrescentamos que, se nos recordássemos dos nossos precedentes atos pessoais, igualmente nos recordaríamos dos outros homens, do que resultariam talvez os mais desastrosos efeitos para as relações sociais. Nem sempre podendo honrar-nos do nosso passado, melhor é que sobre ele um véu seja lançado “. (Allan Kardec –” O Livro dos Espíritos “, Q. 394).
Há uma tendência especial, entre certos adeptos pouco avisados da Doutrina Espírita, para investigarem sobre o próprio passado espiritual, a ver se descobrem o que foram e o que fizeram em existências pregressas. Certamente que, já com um século de Codificação e em plena florescência da Revelação, vem chegando o tempo de os Espíritos encarnados sentirem em si mesmos, através das emersões da subconsciência, ativadas pelas inquietações da mediunidade, os enredos em que se comprometeram outrora.
Os códigos da Terceira Revelação, ou Espiritismo, muito criteriosamente esclarecem o meio de a criatura saber, com segurança, quem foi, o que fez e onde viveu antes da presente existência. Dedicando-se ao estudo sério e à meditação e consultando o próprio íntimo e suas tendências, sem se deixar levar pelos arrastamentos do orgulho e da vaidade, necessariamente terá as faculdades predispostas às irradiações da própria mente. As recordações, embora veladas, discretas, as reminiscências que jazem ocultas nos recessos do seu ser, evoluirão o necessário para que ela se aposse de algo a respeito de si mesma. Será, portanto, uma faculdade da alma, que se desenvolverá com o cuidadoso cultivo moral e mental.
Se, com a devida atenção, se dessem ao estudo da Doutrina, teriam compreendido, desde muito, esse ponto essencial e melindroso da mesma, sem os riscos das mistificações tão comuns nas consultas feitas aos médiuns.
Vemos, então, mediante tais consultas, uma multidão de Espíritas a se julgarem antigos fidalgos europeus reencarnados, príncipes, duques, heróis de guerras e de grandes batalhas em revoluções celebres, e até reis e rainhas! Existem mesmo, aos montes, Catarinas de Médicis, Marias Antonietas, Neros, Napoleões Bonapartes, Tiradentes e tantos outros vultos do passado.
Não diremos que tais migrações sejam impossíveis, pois que a nobreza mundial é milenária e esses nobres teriam de reencarnar em alguma parte, visto que e reencarnação é lei invariável para todos. Todavia, à luz mesma da Terceira Revelação, convirá se faça um reparo sensato sobre aquela possibilidade, ou seja, de serem os caros aprendizes do Espiritismo, ou não aprendizes, fidalgos reencarnados. Ainda que o sejam, não deverão esquecer, logo ao primeiro exame, que é possível já tenham vivido como escravos africanos ou não africanos, depois de haverem sido fidalgos; que já esmolaram pelas ruas, chagados e miseráveis, como expiação urgente das inconseqüências da nobreza que aviltaram, e que já sucumbiram no fundo de prisões infectas ou tombaram sob a ignomínia de um ferro assassino, porque assim o exigiu a consciência própria, em ânsias de dolorosas, mas remissores resgates! Não deverão, outrossim, esquecer de que reis, rainhas, príncipes, duques e heróis, não obstante testas coroadas, foram igualmente tiranos, celerados, homicidas, rapinadores, incendiários, perseguidores, perjuros, adúlteros, hipócritas, falsos crentes tripudiando sobre os Evangelhos!
Se, portanto, vivestes na Idade Média e ali fostes condestáveis, por exemplo, ficai certos de que também levantastes fogueiras cruéis para incinerarem criaturas frágeis e indefesas, vossas irmãs de Humanidade!
Se vivestes na bela e decantada Espanha, aí ocupando solares soberbos e poderosos tronos, lembrai-vos de que estes mesmos grãos-senhores que os ocuparam se tornaram responsáveis pelos crimes da Inquisição, que por períodos seculares ali assumiu proporções estarrecedoras.
Se na aristocrática Inglaterra vivestes, ou na belicosa Alemanha, não percais de vista que nos países anglo-saxões a intolerância da Reforma cometeu atrocidades contra os míseros católico-romanos, idênticas às que nos países latinos, cometeu contra míseros luteranos a intolerância católico-romana, e que vós lá estivestes, entre ambas, cometendo insultos contra Deus na pessoa do vosso próximo!
Se, na França gloriosa e tão amada, participastes do famigerado governo da Rainha Catarina de Médicis, lembrai-vos dos dias trágicos de São Bartolomeu, quando andastes matando pobres defensores do Evangelho, para satisfação de torpes paixões alheias, as quais bajulastes servindo-vos do nome de uma religião como ignóbil desculpa e não justa realidade!
Se, nos dias sombrios do terror, na França ainda, cargos importantes exercestes, tendo em mente que ajudastes a mover a guilhotina para decapitar inocentes subjugados pelo furor de muitos, e também que fostes regicidas ímpios, trucidadores de mulheres e até crianças!
E se, na Roma dos Césares, fostes tribunos ou patrícios, envergando peplos elegantes e mantos solenes e vistosos..., recordai os uivos dos leões nos circos, leões que açulastes contra os defensores do Cristianismo nascente, os quais morreram para que o mundo herdasse as virtudes do perdão, da esperança e do amor, recomendados pela Suprema Lei!
Assim sendo, meus caros amigos, vós, que vos julgais reis, rainhas, príncipes e heróis reencarnados, não vos esqueçais de que, com esta remota glória de tronos e mantos, de espadas e coroas, arrastais também, ainda na presente existência, a conseqüência deprimente de crimes e abusos vergonhosos e inomináveis! Não olvideis que fostes grandes criminosos a quem Jesus de Nazaré enviou as bênçãos do Consolador como auxílio para que vos reergais do tremendal de trevas em que o fausto mergulhou o vosso Espírito!
Agora vos cumpre esquecer esse passado que para nada vos valeu, senão para vos infelicitar a alma e o destino, a fim de que, através dos conselhos e da misericórdia do Alto, possais entrar, finalmente, nas sendas do Dever, de que vos afastastes nos passados tempos, passado esse do qual tanto vos envaideceis ainda! Paz!
Ignácio Bittencourt

(Página recebida pela médium Yvonne A. Pereira, em 02.09.59, no Rio de Janeiro).
Publicada no "Reformador", de novembro de 1959).

22 de janeiro de 2009

PROCURA E ACHARÁS


Matheus cap 7 v 10 e 11.
Procura e acharás: bate e abrir-se-vos-há. Pedi e dar-se-vos-há. Se vossos filhos vos pedem pão, não lhe dais uma pedra; se vos pedem peixe, não lhe dais uma serpente. Se vós sendo maus sabeis dar boas coisas a vossos filhos, quanto mais vosso pai celestial, dará boas coisas a aqueles que lhes pedirem.
Portanto fazei aos homens tudo o que quereis que vos façam.
Procurai em vossos sofrimentos, a causa que os determina, e achareis na gula, a causa das enfermidades do vosso estômago e intestinos; no vício da embriaguez, a causa da enfermidade dos vossos rins; nos serões e luxúria, a perda da memória e o enfraquecimento do vosso organismo; procurai no vosso gênio, que é o fruto da vossa auto educação, a causa de diversos sofrimentos físicos e achareis no desalento, na dúvida, no medo, na melancolia, no desespero, associados a outros maus hábitos, a causa do mal do vosso fígado; procurai no vosso orgulho e vaidade, a causa do desprezo que vos votam, e das dificuldades que nem sempre são vencidas; procurai no egoísmo, comodismo e indiferentismo, a causa do abandono de vossos companheiros, e do estorvo que muitas vezes encontras nos vossos empreendimentos; procurai na inveja, a causa do desespero que vos domina; procurai na vingança, a causa de insucessos desagradáveis; procurai na maledicência a causa dos males de toda a natureza, flagelos de toda a qualidade, os quais só serão debelados , após várias encarnações; procurai na vossa ignorância, e achareis a necessidade de conhecimentos indispensáveis para vencerdes na vida.
Batei e abrir-se-vos-há; isto é, sede prudentes, constantes não desanimeis diante das dificuldades cada vez maiores; fazei da perseverança uma companheira inseparável.
São as dificuldades que vos abrirão o entendimento, chave da porta da humildade para onde passareis para a sala dos conhecimentos, onde pedindo ser-vos-á dado a condição indispensável à aquisição da felicidade que todos procuram.
Essa condição é fazer aos outros, o que queres que eles nos façam.
Se fordes perseverantes no propósito de adquirir os conhecimentos da chave da humildade ser-vos-ão dadas a paciência, a resignação, o entendimento, a fim de poderes discernir a causa do efeito e compreender o móvel dos acontecimentos que se desenrolam no seio da humanidade.
Assim esclarecidos, procurareis em vossos irmãos, não os defeitos, mas o que eles tiverem de bom. Nos que estiverem necessitados de amparo, esclarecimento e proteção, a oportunidade para desenvolverem com a tua ajuda, os sentimentos e as virtudes indispensáveis á formação de um caráter são; achareis com a vossa boa vontade a forma de auxiliá-los na aquisição dos valores espirituais, fazendo-os participar convosco de a prática dos ensinos de Jesus, e ser-vos-á dado à paz e tranqüilidade como recompensa da vossa conduta.

20 de janeiro de 2009

A FÉ RELIGIOSA

Acalmar-nos, a fim de trabalhar e servir com segurança será sempre o processo mais eficiente para liberar-nos da influência de escândalos, quaisquer que eles sejam.
Não poucas vezes, demoramo-nos acalentando mágoas e condenações contra nós mesmos, das quais costumamos sair desolados ou deprimidos, aumentando a incapacidade própria para qualquer reajuste.
Teremos errado, reconheçamos.
Lamentar-nos, porém, indefinidamente, seria o mesmo que segregar-nos em remorso, não só improdutivo mas destrutivo também, porquanto comunicaríamos o fogo de nossas próprias inquietações aos entes que mais amamos.
Importante aceitar nossas culpas, mas desaconselhável acomodar-nos voluptuosamente com elas, sem a mínima diligência para extinguir-lhes os desastrosos resultados.
Queixar-se alguém de si próprio, uma, duas, três vezes, quanto às dívidas e defeitos de que se lhe onere o caminho, será claramente compreensível, mas lastimar-se, todos os dias, e acusar-se, em todas as circunstâncias, sem qualquer esforço para melhorar de situação, pode transformar-se em atitude compulsiva, gerando enfermidade e perturbação.
Esterilidade, em qualquer setor, será invariavelmente.
Recordemos a lição viva e constante do livre arbítrio a conclamar-nos ao próprio burilamento e utilizemos o empréstimo das horas que nos é concedido, nos recursos em mão, comandando as oportunidades que o tempo nos faculte para empreender as renovações de que sejamos carecedores.
Somos espíritos eternos e, conquanto nos caiba o dever de aproveitar as experiências do passado no que evidenciem de útil e de preparar o futuro para que o destino se nos faça mais elevado, lembremo-nos de que somos chamados nas áreas do agora a viver um dia de cada vez.
Erros, teremos perpetrado inúmeros.
Débitos, temo-los ainda enormes.
Entretanto, se soubermos empregar com critério e equilíbrio os instrumentos de que dispomos, não há tempo a desperdiçar com lamentos inúteis, de vez que, quanto mais quisermos aprender e trabalhar, compreender e servir, mais alto e mais belo se nos fará o caminho na direção da Vida Melhor.


Emmanuel - Francisco C. Xavier - Rumo Certo

19 de janeiro de 2009

JESUS


Jesus foi na Terra
A mais perfeita encarnação do Amor Divino.
E ainda hoje,
Nos dias amargurados que transcorrem,
É para a Humanidade
A promessa da Paz,
O manto protetor
Que abriga os aflitos e os infelizes,
O pão que sacia os esfomeados das verdades eternas,
A fonte que desaltera todos os sofredores.

Apegai-vos a Ele, cheios de confiança!

Ele é a misericórdia personificada,
O Jardineiro Bendito
Que jorra no coração
Dos transviados do caminho do Bem,
As sementes do arrependimento
Que hão de florir na Regeneração
E frutificar na perfeita felicidade espiritual.
Ouvi a sua voz
No silêncio da consciência que vos fala
Do cumprimento austero
De todos os deveres cristãos!
E um dia
Descansareis reunidos,
Ligados pelos liames inquebrantáveis
Da fraternidade além da morte,
À sombra da árvore luminosa
Das boas ações que praticastes,
Longe das lágrimas
Do orbe obscuro,
Dos prantos e das provações remissoras!...


Marta
Do livro Parnaso de Além-Túmulo. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

18 de janeiro de 2009

PERANTE O SEXO

Nunca escarneça do sexo, porque o sexo é manancial de criação divina, que não pode se responsabilizar pelos abusos daqueles que o deslustram.
Psicologicamente, cada pessoa conserva, em matéria de sexo, problemática diferente.
Em qualquer área do sexo, reflita antes de se comprometer, de vez que a palavra empenhada gera vínculos no espírito.
Não tente padronizar as necessidades afetivas dos outros por suas necessidades afetivas, porquanto embora o amor seja luz uniforme e sublime em todos, o entendimento e posição do amor se graduam de mil modos na senda evolutiva.
Use a consciência, sempre que se decidir ao emprego de suas faculdades genésicas, imunizando-se contra os males da culpa.
Em toda comunicação afetiva, recorde a regra áurea: "não faça a outrem o que não deseja que outrem lhe faça".
O trabalho digno que lhe assegure a própria subsistência é sólida garantia contra a prostituição.
Não arme ciladas para ninguém, notadamente nos caminhos do afeto, porque você se precipitará dentro delas.
Não queira a sua felicidade ao preço do alheio infortúnio, porque todo desequilíbrio da afeição desvairada será corrigido, à custa da afeição torturada, através da reencarnação.
Se alguém errou na experiência sexual, consulte o próprio íntimo e verifique se você não teria incorrido no mesmo erro se tivesse oportunidade.
Não julgue os supostos desajustamentos ou as falhas reconhecidas do sexo e sim respeite as manifestações sexuais do próximo, tanto quanto você pede respeito para aquelas que lhe caracterizam a existência, considerando que a comunhão sexual é sempre assunto íntimo entre duas pessoas, e, vendo duas pessoas unidas, você nunca pode afirmar com certeza o que fazem; e, se a denúncia quanto à vida sexual de alguém é formulada por parceiro ou parceira desse alguém, é possível que o denunciante seja mais culpado quanto aos erros havidos, de vez que, para saber tanto acerca da pessoa apontada ao escárnio público, terá compartilhado das mesmas experiências.
Em todos os desafios e problemas do sexo, cultive a misericórdia para com os outros, recordando que, nos domínios do apoio pela compreensão, se hoje é o seu dia de dar, é possível que amanhã seja o seu dia de receber.

Ditado pelo Espírito André Luiz
Francisco Cândido Xavier. Da obra: Sinal Verde.

17 de janeiro de 2009

ABORTO

O aborto muito raramente se verifica obedecendo a causas de nossa esfera de ação. Em regra geral, origina-se do recuo inesperado dos pais terrestres, diante das sagradas obrigações assumidas ou aos excessos de leviandade e inconsciência criminosa das mães, menos preparadas na responsabilidade e na compreensão para este ministério divino.
Entretanto, mesmo aí, encontrando vaso maternais menos dignos, tudo fazemos, por nossa vez, para opor-lhes resistência aos projetos de fuga ao dever, quando essa fuga representa mero capricho da irresponsabilidade, sem qualquer base em programas edificantes.
Claro, porém, que a nossa interferência no assunto, em se tratando de luta aberta contra nossos amigos reencarnados, transitoriamente esquecidos da obrigação a cumprir, têm igualmente os seus limites.
Se os interessados, retrocedendo nas decisões espirituais, perseveram sistematicamente contra nós, somos compelidos a deixá-los entregues à própria sorte.
Daí a razão de existirem muitos casais humanos, absolutamente sem a coroa dos filhos, visto que anularam as próprias faculdades geradoras.
Quando n]ao procederam de semelhante modo no presente, sequiosos de satisfação egoística, agiram assim, no passado, determinando sérias anomalias na organização psíquica que lhes é peculiar.
Neste último caso, experimentam dolorosos períodos de solidão e sede afetiva, até que refaçam, dignamente, o patrimônio de veneração que todos nós devemos às leis de Deus

André Luiz
Psicografia : Francisco Cândido Xavier

16 de janeiro de 2009

O DESÂNIMO

Tóxico imobilizador, o desânimo se insinua suavemente, dominando as reservas da coragem e submetendo o combatente à sua ação perturbadora.
Instala-se, a pouco e pouco, inspirando pessimismo e mal-estar, que se agrava, qual invasor que conquista passo a passo os espaços abandonados à sua frente.
O desânimo é inimigo covarde que ceifa mais vidas do que o câncer, pelos resultados que logra na economia do comportamento humano.
*
Quando sintas a insinuação do desânimo, ciciando-te falsos motivos para que abandones a peleja, ou a postergues, ou a desconsideres, tem cuidado.
Usa a razão e expulsa-o da casa mental.
Às vezes, se te apresenta na condição de mágoa defluente de qualquer incompreensão sofrida, e, noutras ocasiões, em forma de exaustão de forças, que deves superar, mediante mudança de atitude mental e de atividade física.
A marcha do tempo é inexorável.
De qualquer forma, as horas se sucedem.
Utiliza-as de maneira condigna, mesmo que, a peso de sacrifícios.
Quando transponhas a barreira da dificuldade, constatarás a vantagem de haver perseverado, descobrindo-te rico de paz, face aos tesouros de amor e realização que adquiriste.
Motivo algum deve servir de apoio para o desânimo.
Tudo, na vida, constitui convite para o avanço e a conquista de valores, na harmonia e na glória do bem.
Joanna de Angêlis

15 de janeiro de 2009

DIANTE DO CARMA

Filhos, não agraveis o próprio carma com as vossas rações intempestivas diante do sofrimento. Carregai, com resignação e coragem, o fardo que vos pesa, não reagindo com desespero quando a prova que faceais fuja ao vosso controle.
Ninguém pode evitar as conseqüências de se viver num mundo de acerbas dificuldades espirituais, mas a vossa postura perante os acontecimentos que naturalmente se desencadeiam pode, sem dúvida, minimizá-los em seus efeitos.
Anulai, com a vossa atitude de serenidade, o drástico das provações que, com base no vosso descontrole emocional, podem se complicar por tempo indefinido, exigindo de vós maior cota de lágrimas para que se equacionem.
Dentro da situação de relativo desconforto em que vos encontreis, refleti que, em verdade, se a Lei Divina se vos aplicasse com todo o vigor, estaríeis, por justiça, em quadros de padecimentos inimagináveis.
O problema cármico do homem, por ação da Infinita Misericórdia, está sempre aquém de suas reais necessidades de reajuste.
Seja, assim, qual for o obstáculo que estejais enfrentando, em meio às surpresas desagradáveis que vos acometem em vosso relacionamento uns com os outros, predisponde-vos ao perdão e não enveredeis por caminhos que não vos conduzam à compreensão e à plena aceitação dos reveses.
Sob os auspícios da fé, qualquer carma se atenua. A dor, dependendo da opção que façais, tanto vos pode impulsionar o espírito no rumo de incontida ascensão, quanto endereçá-lo às profundezas abissais do infortúnio.
Filhos, tomai consciência de vossas limitações e submetei-vos à prova, sem, contudo, valorizá-la em demasia. Na razão de vossas possibilidades, esquecei-a nas tarefas de amor aos semelhantes, porque quem concede excessivo tempo à dor sofre mais do que lhe impõe o próprio sofrimento.
As sementes do bem constituem-se em grãos de crescimento imediato, ocupando, em vossa lavoura íntima, a gleba onde, até então, reinavam, soberanos, apenas os acúleos do mal.
BEZERRA DE MENEZES

14 de janeiro de 2009

RAZÃO PARA VIVER

Muitas pessoas erguem-se pela manhã acreditando não existir qualquer sentido para despertarem.
Dormem sem nenhum objetivo e acordam do mesmo modo, transformando o dia-a-dia, em uma experiência insossa ou vazia.
Vagam pelas ruas, sem destino certo, à mercê do que lhes aconteça no curso do dia.
Levam uma vida sem direção, desvalorizando o tempo e a oportunidade de estarem reencarnados.
Deixam-se levar pelos "ventos do acaso".
Não vêem significado em família, em amigos, nem em trabalho.
Quando se estabelece este estado d’alma, a pessoa corre o risco de ser tragada pelo aguaceiro das circunstâncias, sem quaisquer resistências morais para enfrentar as dificuldades.
Com certeza, não é o melhor modo de se viver.
É urgente que nos possamos sentir como peças importantes nas engrenagens da vida.
É necessário que tomemos gradual consciência quanto ao nosso exato papel frente às leis de Deus.
Seria muito belo se cada pessoa - principalmente as que não vêem sentido para a própria vida - resolvessem perguntar-se:
"O que posso fazer em prol do mundo onde estou?
Para que, afinal, é que eu vivo? Para quem é que eu vivo?"
Dificilmente não achará respostas valiosas, caso esteja, de fato, imbuída da vontade de conferir um sentido para sua existência.
Cada um de nós, quando se encontra nas pelejas do mundo terreno, pode viver para atender, para cuidar de alguém ou de alguma coisa, dando valor às suas horas.
É importante dar sentido à vida. É importante viver por algo ou por alguém.
Dedique-se a um ser que lhe seja querido, que lhe sensibilize a alma, e passe a viver em homenagem a ele, ou a eles, se forem vários.
Dedique-se a uma causa que lhe pareça significativa para o bem geral, e passe a viver em cooperação com ela.
Dedique-se a cuidar de plantas, de animais, do ambiente.
Apóie-se em algum projeto justo, desde que voltado para as fontes do bem, pois isso alimentará o seu íntimo.
Assim seus passos na terra não serão a esmo, ao azar.
Quando se encontram razões para viver, passa-se a respeitar e a honrar as bênçãos da existência terrestre. Cada momento se converte em oportunidade valiosa para crescer e progredir.
A vida na terra não precisa ser um "campo de concentração" a impor-lhe tormentos a cada hora. Se você quiser, ela será um jardim de flores ou um pomar de saborosos frutos, após a sementeira responsável e cuidadosa que você fizer.
Dedique-se a isso.
Empreste sentido e beleza a cada um dos seus dias terrenos.
Liberte-se desse amortecimento da alma que produz indiferença.
Sinta que, apesar de todos os problemas e dificuldades que se abatem sobre a humanidade, a chuva continua a beijar a face do mundo e um sol magnífico segue iluminando e garantindo a vida em todo lugar.
Isso porque, todos nós somos alvos da dedicação de Deus.
**********************
O tempo é uma dádiva que Deus nos oferece sem que o possamos reter.
Utilizá-lo de forma responsável e útil é dever que nos cabe a todos.
Dê sentido às suas horas, aos seus dias, e assim, por conseqüência, a toda a sua vida.
Autor:Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro Para uso Diário, capítulo 25, de J. Raul Teixeira, ditado pelo Espírito Joanes.

13 de janeiro de 2009

ALÉM DA MORTE

O reino da vida, além da morte, não é domicílio do milagre.
Passa o corpo, em trânsito pra a natureza inferior que lhe atrai os componentes, entretanto, a alma continua na posição evolutiva em que se encontra.
Cada inteligência apenas consegue alcançar a periferia do círculo de valores e imagens dos quais se faz o centro gerador.
Ninguém pode viver em situação que ainda não concebe.
Dentro da nossa capacidade de autoprojeção, erguem-se os nossos limites.
Em suma, cada ser apenas atinge a vida, até onde possa chegar a onda do pensamento que lhe é próprio.
A mente primitivista de um mono, transposto o limiar da morte, continua presa aos interesses da furna que lhe consolidou os hábitos instintivos.
O índio desencarnado dificilmente ultrapassa o âmbito da floresta que lhe acariciou a existência.
Assim também, na vastíssima fauna social das nações, cada criatura dita civilizada, além do sepulcro, circunscreve-se ao círculo das concepções que, mentalmente, pode abranger.
A residência da alma permanece situada no manancial de seu próprios pensamentos.
Estamos naturalmente ligados às nossas criações.
Demoramo-nos onde supomos o centro de nossos interesses.
Facilmente explicável, assim, a continuidade dos nossos hábitos e tendências, além da morte.
A escravidão ou a liberdade residem no imo de nosso próprio ser.
Corre a fonte, sob a emanação de vapores da sua própria corrente.
Vive a árvore rodeada pelos fluidos sutis que ela mesma exterioriza, através das folhas e das resinas que lhe pendem dos galhos e do tronco.
Permanece o charco debaixo da atmosfera pestilencial que ele mesmo alimenta, e brilha o jardim, sob as vagas do perfume que produz.
Assim também a Terra, com o seu corpo ciclópico, arrasta consigo, na infinita paisagem cósmica, o ambiente espiritual de seus filhos.
Atravessado o grande umbral do túmulo, o homem deseducado prossegue reclamando aprimoramento.
A criatura viciada continua exigindo satisfação aos apetites baixos.
O cérebro desvairado, entre indagações descabidas, não foge, de imediato, ao poço de obscuridades em que se submergiu.
E a alma de boa-vontade encontra mil recursos para adiantar-se na senda evolutiva, amparando o próximo e descobrindo na felicidade dos outros a própria felicidade.
Em razão das leis que nos governam a vida, nem sempre o mensageiro que regressa do país da morte procede de planos superiores e nem a mediunidade será sinônimo de sublimação.
Determinadas inteligências desencarnadas se comunicam com determinados instrumentos mediúnicos.
Os habitantes de outras esferas buscam no mundo aqueles com os quais simpatizam e a mente encarnada aceita a visita das entidades com as quais se afina.
A necessidade do Evangelho, portanto, como estatuto de edificação moral dos fenômenos espíritas, é impositivo inadiável. Com a Boa Nova, no mundo abençoado e fértil da nossa Doutrina de luz e amor, possuímos a estrada rela para a nossa romagem de elevação.
Emmanuel
Livro “Roteiro”, psicografado por Francisco Cândido Xavier
Transcrição feita por: Maria Luiza da Silveira Chaves.

12 de janeiro de 2009

VIGILÂNCIA MENTAL

A vigilância é sempre a eterna âncora da alma, apoiada no fundo do mar tempestuoso da mente, a nos garantir a tranquilidade, disciplinando uma profusãode pensamentos diários, de maneira a serem úteis no seu campo de ação.
Sensibilizemos, pois, a consciência pela força da caridade, pelo ambiente da prece, na luz da fé, para que possamos sentir, antes de pensar, o teor das ideias.
Quando os pensamentos estão em projetos, nas profundezas da vida, é mais fácil consertá-los, ou desvencilharmo-nos deles com a simples borracha da disciplina;ao passo que, depois de concretizados, dando forma aos sentimentos, tornar-se-á mais difícil a sua remoção, mesmo no campo reversivo, dada à coesão ocorrida por junção proto-genética, com sintonia profunda de elementos sutis.
Quando acontece à alma viver em plano superior das emoções e, por descuido, formar pensamentos negativos, conhecendo o processo de desintegrá-los, tais pensamentos, ao se formarem, são fotografados pela mente em milhões de ângulos, impregnando todo o cosmo orgânico e psíquico. O inconsciente demorará a acompanhar as vibrações escuras que viajam em todo o complexo humano, para desfazer-se das suas características malfazejas, bombardeando,
aqui e ali, seus conglomerados de energias retardadas.
É bom notar o valor da vigilância, para que o corpo e a mente não sofram o castigo da imprudência. Devemos nos manter diligentes frente aos impulsos mentais inferiores, pois eles nos causam distúrbios de difícil reparo. Resguardo não é medo. É o bom senso a nos ajudar em ângulo diferente. Copiemos a natureza da árvore, quando sofre um golpe de afiada lâmina que aparece no seu ciciópico tronco; a emoção da planta se agita bem antes de ser ferida e os recursos aparecem por vias inumeráveis a desfazer o perigo iminente.
A mente humana adestrada perceberá os pensamentos inferiores bem antes da sua formação conata e deverá procurar os recursos que a inteligência lhe capacitou e a evolução lhe garantiu, para que o trabalho não se torne mais difícil.
Em todos os casos, quem não se deu com a bênção da vigilância, procure fazer o melhor ao seu alcance. Trabalhe, lute na limpeza da mente, arranque o joio e queime-o pêlos processos alcançados. Mas não fique parado.
Se já despertastes do sono, esforçai-vos para vos absterdes dos vícios e hábitos incómodos. É dignidade do espírito, não obstante, a sabedoria nos pede para que não deixemos seus lugares vazios. A supressão requer algo no lugar do suprimido. Se estais vos desvencilhando do ódio, colocai em sua área o amor. Se a vingança já está se desfazendo em vosso coração, não vos esqueçais de alimentar o perdão. Se a dúvida está desaparecendo dos vossos caminhos, tratai da fé com todos os seus recursos virtuosos.
Essa é a verdadeira vigilância do iniciado. O resguardo sem fanatismo ambienta a alma para grandes voos espirituais, sem acobertar erros, nem exagerar na rota da perfeição sem preparo.
Sabeis por que aconselhamos a escolha das sementes, que deveis plantar na lavoura mental? Achamos que estais conscientes do fato. No entanto, é bom que falemos mais. A repetição gera firmeza, principalmente no trato com a verdade. O plantio invigilante de ventos dá nascimento a tempestades, que arruinam o próprio dono.
Meus filhos, se começais hoje na educação da mente, tereis certeza da reversão da própria natureza inferior. Tereis que lutar com vós mesmos, muito, mas muito tempo, mas podeis carregar a convicção de que vencereis. Já dizia Jesus aos seus discípulos: "Aquele que perseverar até o fim será salvo".
Aquele que não esmorecer nesse empreendimento sagrado de educar a si mesmo, de limpar a mente, de criar nos campos férteis dos pensamentos áreas compatíveis com a luz, onde poderão nascer as mais belas diretrizes da alma, ajustando todas as emoções em uma dialética mental, conseguirá a transmutação dos desejos inferiores em sementes de luz, para que as plantas, flores e frutos sejam produtos do amor.
espírito Miramez
livro Horizonte da mente

11 de janeiro de 2009

VOCÊ E A REENCARNAÇÃO

A reencarnação é o retorno da alma à Terra, repetidas vezes, no corpo humano. Sòmente essa doutrina explica a aparentes injustiças da vida. É a verdade eterna.
Na sucessão dos nascimentos, o homem adquire experiência e conhecimento acerca de si mesmo e do seu destino. Pela reencarnação aprende-se que “o homem colhe aquilo que semeia”.
Toda vida é eterna. A lei da justiça é infalível. Não há um pensamento, uma palavra ou uma ação que não tenha o seu eco. Para possuir, dê. Você tem de saber disso. O homem cria as causas e a lei cármica ajusta os efeitos. Você tem liberdade de escolher entre o bem e o mal.
Portanto, o melhor esforço está no aperfeiçoamento próprio. É isso que importa, afinal de contas? A instrução é o tesouro da alma. Mas, que aproveita ao homem possuir um tesouro e não usa-lo em boas ações?
O desenvolvimento da nossa acuidade espiritual faz brilhar a luz dentro de nós. Não basta ao homem espiritualizar-se. Ele deve aplicar e demonstrar a sua espiritualização. Viver é dar.
Deus enviou-nos, a cada um de nós, para ser um trabalhador do Seu Reino. O fruto da cultura é semeado em obras para a generosidade de Deus no mundo.
De outro lado, o conhecimento é como a semente; a que cai no coração aberto, produz o fruto da perfeição.
Se a nossa fé em Deus for suprema, Deus retribui na mesma medida. A justiça o exige e, assim, o entendemos. Destinamo-nos à felicidade aqui ou além se, acima de tudo, proporcionarmos felicidade ao nosso semelhante. Essa é a lei de causa e efeito – renascimento.
De que serve o conhecimento inativo?
Dê amor à Humanidade e Você receberá amor, em todas as suas manifestações.
Todo ser humano é rodeado de oportunidades sem fim e de infinitas possibilidades. A lei cármica retribui a Você do modo como Você a recebe. Procure conhecer-se e praticar as boas ações sempre. Experimente.
Ernest O’Brien
(Nova Iorque, N.I., E.U.A, 14, Julho, 1965.)
Mensagens Recebidas em Língua Inglesa, tradução de Hermínio Corrêa de Miranda
Livro “Entre Irmãos de Outras Terras” – Psicografia Francisco C. Xavier e Waldo Vieira

10 de janeiro de 2009

MANIFESTAÇÕES ESPIRITUAIS

“Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil” – Paulo (I Coríntios, 12:7)

Com a revivescência do Cristianismo puro, nos agrupamento do Espiritismo com Jesus, verifica-se idêntica preocupação às que torturavam os aprendizes dos tempos apostólicos, no que se refere à mediunidade.
A maioria dos trabalhadores na evangelização inquieta-se pelo desenvolvimento imediato de faculdades incipientes.
Em determinados centros de serviço, exigem-se realizações superiores às possibilidades de que dispõe; em outros, sonha-se com fenômenos de grande alcance.
O problema, no entanto, não se resume a aquisições de exterior.
Enriqueça o homem a própria iluminação íntima, intensifique o poder espiritual, através do conhecimento e do amor, e entrará na posse de tesouros eternos, de modo natural.
Muitos aprendizes desejariam ser grandes videntes ou admiráveis reveladores, embalados na perspectiva de superioridade, mas não se abalançam nem mesmo a meditar no suor da conquista sublime.
Inclinam-se aos proventos, mas não cogitam do esforço. Nesse sentido, é interessante recordar Simão Pedro, cujo espírito se sentia tão bem com o Mestre glorioso no Tabor, não suportou as angústias do Amigo flagelado no Calvário.
É justo que os discípulos pretendam o engrandecimento espiritual, todavia, quem possua faculdade humilde não a despreze porque o irmão mais próximo seja detentor de qualidades mais expressivas. Trabalhe cada um com o material que lhe foi confiado, convicto de que o Supremo Senhor não atende, no problema de manifestações espirituais, conforme o capricho humano, mas, sim, de acordo com a utilidade geral.

Emmanuel
Pão Nosso – Psicografia: Francisco Cândido Xavier – Ed.: FEB.

9 de janeiro de 2009

ANTÔNIO B...

Enterrado vivo. - A pena de talião.
Antônio B..., escritor de estimadíssimo merecimento, que exercera com distinção e integridade muitos cargos públicos na Lombardia, pelo ano de 1850 caiu aparentemente morto, de um ataque apoplético.
Como algumas vezes sucede em casos tais, a sua morte foi considerada real, concorrendo ainda mais para o engano os vestígios da decomposição assinalados no corpo.
Quinze dias depois do enterro, uma circunstância fortuita determinou a exumação, a pedido da família. Tratava-se de um medalhão por acaso esquecido no caixão. Qual não foi, porém, o espanto dos assistentes quando, ao abrir este, notaram que o corpo havia mudado de posição, voltando-se de bruços e - coisa horrível - que uma das mãos havia sido comida em parte pelo defunto.
Ficou então patente que o infeliz Antônio B... fora enterrado vivo, e deveria ter sucumbido sob a ação do desespero e da fome.
Evocado na Sociedade de Paris, em agosto de 1861, a pedido de parentes, deu as seguintes explicações:
1. - Evocação. - Que quereis?
2. - A pedido de um vosso parente, nós vos evocamos com prazer e seremos
felizes se quiserdes responder-nos.
- R. Sim, desejo fazê-lo.
3. - Lembrai-vos dos incidentes da vossa morte?
- R. Ah! Certamente que me lembro: - Mas por que avivar essa lembrança do castigo?
4. - Efetivamente fostes enterrado por descuido?
- R. Assim deveria ser, visto revestir-se a morte aparente de todos os caracteres da morte real: eu estava quase exangue.(1)
"Não se deve, porém, imputar a ninguém um acontecimento que me estava predestinado desde que nasci.
5. - Incomodam-vos estas perguntas? Será mister lhes demos fim?
- R. Não. Podeis continuar.
6. - Porque deixastes a reputação de um homem de bem, esperamos fosseis feliz.
- R. Eu vos agradeço, pois sei que haveis de interceder por mim. Vou fazer o possível para vos responder, e, se não puder fazê-lo, fá-lo-á um dos vossos guias por mim.
7. - Podeis descrever-nos as vossas sensações daquele momento?
- R. Que dolorosa provação sentir-me encerrado entre quatro tábuas, tolhido, absolutamente tolhido! Gritar! Impossível! A voz, por falta de ar, não tinha eco! Ah! que tortura a do infeliz que em vão se esforça para respirar num ambiente limitado! Eu era qual condenado à boca de um forno, abstração feita do calor. A ninguém desejo um fim rematado por semelhantes torturas. Não, não desejo a ninguém um tal fim! Oh! cruel punição de cruel e feroz existência! Não saberia dizer no que então pensava; apenas revendo o passado, vagamente entrevia o futuro.
8. - Dissestes: - cruel punição de feroz existência... Como se pode conciliar esta afirmativa com a vossa reputação ilibada?
- R. Que vale uma existência diante da eternidade?! Certo, procurei ser honesto e bom na minha última encarnação, mas eu aceitara um tal epílogo previamente, isto é, antes de encarnar. Ah!... Por que interrogarme sobre esse passado doloroso que só eu e os bons Espíritos enviados do Senhor conhecíamos? Mas, visto que assim é preciso, dir-vos-ei que numa existência anterior eu enterrara viva uma mulher - a minha mulher, e por sinal que num fosso! A pena de talião devia ser-me aplicada. Olho por olho, dente por dente.
9. - Agradecemos essas respostas e pedimos a Deus vos perdoe o passado, em atenção ao mérito da vossa última encarnação.
- R. Voltarei mais tarde, mas, não obstante, o Espírito de Éraste completará esta minha comunicação.
Instruções do guia do médium
Por essa comunicação podeis inferir a correlatividade e dependência imediata das vossas existências entre si; as tribulações, as vicissitudes, as dificuldades e dores humanas são sempre as conseqüências de uma vida anterior, culposa ou mal aproveitada. Devo todavia dizer-vos que desfechos como este de Antônio B... são raros, visto como, se de tal modo terminou uma existência correta, foi por tê-lo solicitado ele próprio, com o fito de abreviar a sua erraticidade e atingir mais rápido as esferas superiores. Efetivamente, depois de um período de perturbação e sofrimento moral, inerente à expiação do hediondo crime, ser-lhe-á perdoado este, e ele se alçará
a um mundo melhor, onde o espera a vítima que há muito lho perdoou. Aproveitai este exemplo cruel, queridos espíritas, a fim de suportardes, com paciência, os sofrimentos morais e físicos, todas as pequenas misérias da Terra.
- P. Que proveito pode a Humanidade auferir de semelhantes punições?
- R. As penas não existem para desenvolver a Humanidade, porém para punição dos que erram. De fato, a Humanidade não pode ter interesse algum no sofrimento de um dos seus membros. Neste caso, a punição foi apropriada à falta. Por que há loucos, idiotas, paralíticos?
Por que morrem estes queimados, enquanto que aqueles padecem as torturas de longa agonia entre a vida e a morte?
Ah! crede-me; respeitai a soberana vontade e não procureis sondar a razão dos decretos da Providência! Deus é justo e só faz o bem.
Éraste.
Este fato não encerra um ensinamento terrível? A justiça de Deus, às vezes tardia, nem por isso deixa de atingir o culpado, prosseguindo em seu aviso. É altamente moralizador o saber-se que, se grandes culpados acabam pacificamente, na abundância de bens terrenos, nem por isso deixará de soar cedo ou tarde, para eles, a hora da expiação. Penas tais são compreensíveis, não só por estarem mais ou menos ao alcance das nossas vistas, como por serem lógicas. Cremos, porque a razão admite. Uma existência honrosa não exclui, portanto, as provações da vida, que são escolhidas e aceitas como complemento de expiação - o restante do pagamento de uma dívida saldada antes de receber o preço do progresso realizado.
Considerando quanto nos séculos passados eram freqüentes, mesmo nas classes mais elevadas e esclarecidas, os atos de barbaria que hoje repugnam; quantos assassínios cometidos nesses tempos de menosprezo pela vida de outrem, esmagado o fraco pelos poderosos sem escrúpulo; então compreenderemos que muitos dos nossos contemporâneos têm de expungir máculas passadas, e tampouco nos admiraremos do número considerável de pessoas que sucumbem vitimadas por acidentes isolados ou por catástrofes coletivas.
O despotismo, o fanatismo, a ignorância e os prejuízos da Idade Média e dos séculos que se seguiram, legaram às gerações futuras uma dívida enorme, que ainda não está saldada.
Muitas desgraças nos parecem imerecidas, somente porque apenas vemos o presente.
(1)Privado de circulação do sangue. Descoloração da pele pela privação do sangue.
livro O Céu e o Inferno
Allan Kardec

8 de janeiro de 2009

CONTAMINAÇÃO

Somos contagiados constantemente por maus pensamentos e idéias inferiores.
Uns nascem no sistema pensante da nossa própria indústria mental, outras são lixos vibratórios que intercruzam os espaços e afetam as faixas que correspondem à sua identificação moral.
A nossa proteção já nos foi entregue: é a evolução do instinto que se transmutou em razão. Ela é capaz de selecionar o alimento espiritual de que carecemos. A própria Terra em que estamos trabalhando, é, por misericórdia de Deus, um mundo de provações.
O que pesa mais no seu campo gravitacional e espiritual são as idéias inferiores, nascidas nas mentes dos encarnados e desencarnados. Fazemos mais o mal do que o próprio bem que desejamos fazer, isso pelo ambiente criado por nós mesmos há milênios e enraizados em todas as atividades.
A viciação dos valores está por toda a parte onde haja civilização. O homem, até hoje, esqueceu-se da sublimidade do espírito, dos celeiros espirituais que existem dentro de cada criatura, e procura, por um sistema que inventou e no qual colocou o nome de arte, ciência, e similares, buscar o conforto e, por vezes, a felicidade, fora de seu mundo íntimo. Isso pode e deve ter algum valor. No entanto, é uma simulação dos verdadeiros ideais da alma. Toda busca externa é teoria, é ilusão que pode estar a caminho da verdade. Entretanto, para quem já despertou para o espírito, quem já começou a viver em espírito e em verdade, há outros caminhos mais nobres, que são os da senda interna e os do céu de cada um, que estão mais próximos do coração.
É muito justo que o companheiro terreno, vestido de carne, procure os melhores alimentos para sua nutrição física. Entrementes, é de maior valor que tal companheiro não se esqueça da alimentação espiritual, selecionando pensamentos e endireitando idéias, falando com nobreza e exemplificando o Amor em todos os passos, porque o físico passa, mas o espiritual permanece eternamente. O que fica na Terra são as coisas da Terra; os valores do espírito o acompanham aonde quer que seja.
Não nos deixemos corromper no meio da corrupção. Conhecemos as nossas idéias e sabemos das nossas forças. Quem deixa os inimigos invadir a área de sua responsabilidade responderá pela invigilância. Todos compreendem como lutar e conhecem os meios de se defenderem dos males que possam lhes causar perturbações nos próprios caminhos.
A perversão anula o seguimento da harmonia. O estudante incauto padece nos roteiros delineados pelo destino, até que aprenda a cuidar de si próprio. Deus criou leis e, sem elas, estaríamos muito piores, pois elas nos garantem a plena justiça, e nos computam lições de amor.
Tudo o que precisamos para viver na Terra, ela nos dá em abundância.
Falta é quem busque nos celeiros exuberantes da natureza o que julgamos necessário. A poluição do álcool e do fumo mata mais do que a guerra. E a viciação mental das coisas inferiores mata mais que o fumo e o álcool.
Precisamos de uma permanente cirurgia moral, para que o equilíbrio nos conforte e o amor nos livre de todos os males.
pelo espírito Lancellin
do livro Cirurgia Moral

7 de janeiro de 2009

NÃO TE ALTERES COM OS OUTROS

No momento das conversações, procura não te alterar com ninguém, mesmo que sejas ofendido. Lembra-te de que o revide não resolve o teu problema de paz e que somente o Amor garante a tranqüilidade.
Ajuda a quem quer que seja. O exercício da caridade beneficia mais o próprio caridoso e a recompensa maior é de quem oferta. Nós não fazemos nenhum benefício por sermos bons, justos e honestos. Cumprimos somente um dever, em respeito às leis do Amor e da Justiça. Quem não se altera com os outros começa, por essa via, a alcançar os princípios da compreensão. Quem perdoa as ofensas sente, no íntimo, uma tranqüilidade indizível. Quem ama sem distinção, conhece a liberdade, aquela que prenuncia a verdadeira serenidade de consciência.
Levantar uma tempestade contra o nosso irmão é invalidar os próprios recursos de servir melhor e querer anular o mandamento cedido por Jesus à humanidade: Amar ao nosso próximo como a nós mesmos.
Toda intenção de modificar a vida dos outros é violência que lançamos ao reino alheio. Se queres realmente cooperar com os teus semelhantes, faze-o pela força poderosa do exemplo, usando a palavra com parcimônia, quando solicitado. Quase sempre as palavras se transformam em imposição, a não ser que se filtrem por iluminada educação, na força da disciplina.
O homem, altamente inteligente, que conhece o Amor, fala pouco, porque exemplifica muito. Certifica-te da inferioridade das palavras ao reconhecer a grandeza das vibrações. Tem plena certeza de que Deus age constantemente pelos processos da vida reta.
Dificilmente sabemos dar conselhos, por estarmos acostumados a saber particularmente das coisas que só a nós interessam e nunca somos iguais aos outros. É o que não acontece pela vivência, onde o observador retira o que lhe agrada e o que comporta à sua consciência.
Entre duas pessoas agitadas, o que podemos esperar? Quanto mais falam, mais se desentendem, crescem o orgulho e a falsa honra, e o raciocínio perde o poder, neste caso. Sejamos inteligentes para cortar os primeiros ensaios do desentendimento, sem que o ofensor pense tratar-se de crítica ou de zombaria. Quem está com o Bem no coração, encontra saída para todas as horas de graves problemas. A intuição não falha, por estar com a serenidade no íntimo e o discernimento na mente.
Não procures contrafazer as coisas feitas por outrem, desmanchar o que está feito à vista de quem o fez, provocando irritação em quem ainda não alcançou a compreensão.
Faze o certo, se o podes fazer, que muita gente está vendo os teus atos e a verdade é sempre copiada no próprio automatismo da vida.
A Terra está passando por um estágio de provações com a humanidade que nela mora, e, mesmo as almas que estão acordadas para a luz encontram muitas dificuldades para ceder totalmente ao Bem, em virtude dos entraves do próprio ambiente e das companhias que sempre se sucedem em sua vida. Mesmo assim, não deves esmorecer no teu aprimoramento espiritual. Estás em uma escola onde o Bem é a meta para a felicidade de todas as criaturas.
O teu comportamento bom com os outros é a marca de renovação que cresce ante os séculos, em busca da paz de consciência.
espírito Lancellin
do livro Cirurgia Moral

6 de janeiro de 2009

AMOR E CARIDADE

... unamo-nos.
O Amor é luz divina.
A Caridade é benemerência humana.
A claridade revela.
A bondade socorre.
*
Consagraste o coração ao ministério bendito com Jesus e esperamos que os espinhos da senda produzam flores para a tua fé renovadora e vibrante e que as pedras da estrada se convertam, ao toque de tua compreensão e de tua boa vontade, em sublime pão do espírito.
Em verdade, a sementeira e a seara são infinitas. Cada setor reclama mil braços e cada leira exige devotamente e vigilância; entretanto, um discípulo somente, que se afeiçoe ao Mestre, pode realizar os milagres do amor e da caridade por onde passe, acordando corações para o serviço redentor.
Não nos cansemos, pois, na dedicação com que nos devotamos ao apostolado de renunciação.
*
Samaritano do Evangelho vivo percebeste, e que não venceremos na batalha de nós mesmos, sem partilharmos a carga que aflige os nossos irmãos mais próximos. Penetrou, feliz, o santuário do entendimento novo e dispusesse o coração ao serviço mediúnico, apreendendo o valor do serviço aos semelhantes. Abençoado sejas.
Fenômenos e discussões, muita vez, constituem meros processos de enrijecer as fibras da alma, porque nem todos se oolocam, no mesmo nível, para a recepção das dádivas celestiais.
Todavia é imperioso reconhecer que o bem é a porta sublime através da qual o próprio pensamento de Jesus se manifesta, consolando e salvando, edificando e lenindo, amparando e iluminando o coração do homem cada vez mais.
*
Espiritismo sem aprimoramento espiritual é templo sem luz.
A hora do mundo é sombria e a jornada humana reclama lâmpadas acesas, para que as ovelhas retardadas não se precipitam nos despenhadeiros fatais.
Irmanemo-nos no ministério da evangelização e avancemos.
*
Amor sem caridade é teoria de lábios desprevenidos: caridade sem amor é aquele sino que tange da imagem paulina.
Unamo-nos, em vista disso, na luz que redime e na fraternidade que socorre, convencidos de que não nos faltará a bênção daquele Divino Amigo que prometeu caminhar conosco até o fim dos séculos.

De mensagem recebida em 08.11.1948.
Bezerra de Menezes
Psicografia Chico Xavier - Livro "Bezerra, Chico e Você"

06 DE JANEIRO DE 1412 - NASCIMENTO DE JEANNE D'ARC




5 de janeiro de 2009

A COR BRANCA

- Dizem que o branco é a cor ideal para determinadas práticas do mediunismo, porque atrai os Espíritos superiores. Há fundamentos em tal crença?
- Com a consideração que merecem aqueles que assim pensam, o branco é símbolo de pureza, segundo algumas tradições e em determinados povos.
Superstição destituída de base racional, porque, embora, seja um tom mais higiênico, que absorve menos raios caloríficos, nenhuma influência vibratória exerce, em relação aos espíritos, que sintonizam com as emanações da mente, as irradiações da conduta.
Talvez que desencarnados, igualmente supersticiosos, se afeiçoem àqueles que se trajam com essa cor, sendo, no entanto, ainda atrasados. Tivesse fundamentação, e seria cômodo para os maus e astutos manterem a sua conduta interior irregular, enquanto ostentariam trajes alvinitentes, que credenciariam a valores que não possuam, atribuindo-lhes méritos que estão longe de conseguir.


Do livro "Loucuras e Obsessão" - Manoel P. Miranda / Divaldo franco

4 de janeiro de 2009

PARÁBOLA DO GRÃO DE MOSTARDA


"O Reino dos Céus é semelhante a um grão de mostarda, que um homem tomou e lançou no seu campo; o qual grão é, na verdade, a menor de todas as sementes, mas depois de crescida é a maior das hortaliças e faz-se árvore, de tal modo que as aves do céu vem pousar nos seus ramos".
(Mateus, VIII, 31-32 - Marcos, IV, 30-32 - Lucas, XIII, 18-19).
Consideremos aqui, o Reino dos Céus como tudo o que está acima e abaixo, à direita e à esquerda de nós, todo esse espaço imenso, infinito, incomensurável, onde se balançam os astros e fulgem as estrelas; todo esse éter que nos parece vazio, mas que, na verdade, encerra multidões de seres e de mundos, onde se ostentam maravilhas da Arte e da Ciência de Deus. Para quem o vê da Terra, com os olhos da carne, parece o seu conhecimento insignificante, como o é uma semente de mostarda.
Mas, depois que o estudamos, assim como depois que se planta a semente, nossa inteligência se dilata, como se dilata a semente quando germina; transforma-se o nosso modo de pensar, como sói acontecer à semente modificada já em erva; e o conhecimento do Reino dos Céus cresce em nós como cresce a mostarda, a ponto de nos tornarmos um centro de apoio em torno do qual voluteiam os Espíritos, bem assim os homens que sentem a necessidade desse apoio moral e espiritual, da mesma forma que os pássaros, para o seu descanso, procuram as árvores mais exuberantes para gozarem a sombra benéfica das suas ramagens!
O grão de mostarda serviu duas vezes para as comparações de Jesus: uma vez comparou-o ao Reino dos Céus; outra, à fé. O grão de mostarda tem substância e uma semente faz efeito revulsivo. Essa mesma substância se transforma em árvore; dá, depois, muitas sementes e muitas árvores e até suas folhas servem de alimento. Mas é necessária a fertilidade da terra, para que trabalhe a germinação, haja transformação, crescimento e frutificação do que foi semente; e é necessário, a seu turno, o trabalho da semente e da planta no aproveitamento desse elemento que lhe foi dado.
Assim acontece com o Reino dos Céus na alma humana; sem o trabalho dessa "semente", que é feito pelos Espíritos do Senhor; sem o concurso da boa vontade, que é a maior fertilidade que lhe podemos proporcionar; sem o esforço da pesquisa, do estudo, não pode aumentar e engradecer-se em nós, não se nos pode mostrar tal como é, assim como a mostarda não se transforma em hortaliça sem o emprego dos requisitos imperiosos para essa modificação.
A fé é a mesma coisa: parece-se com um grão de mostarda quando já é capaz de "transportar montanhas", mas a sua tendência é sempre para o crescimento, a fim de operar mudança para campo mais largo, mais aberto, de mais dilatados horizontes. A fé verdadeira estuda, examina, pesquisa, sem espírito preconcebido, e cresce sempre no conhecimento e na vivência do Evangelho de Jesus.
O Espiritismo, com seus fatos positivos, vem dar um grande impulso à fé, desvendando a todos o Reino dos Céus. Assim como o reinado celeste abrange o infinito, a fé é tudo e dela todos precisam para crescer no conhecimento da vida eterna!
CAIRBAR SCHUTEL

3 de janeiro de 2009

FALANDO A TERRA

Nunca me honrei com aplausos e louros, que os não mereci, mas vigiei, quanto pude, na preparação de tua vitória, exercendo o ministério do direito a que te afeiçoaste, desde o sonho impreciso dos missionários expatriados que te marcaram as primeiras linhas de evolução, voltados para o esplendor da Igreja primitiva. Incorporando-te à essência de meu sangue e de meu ideal, confiei-me - célula microscópica - à tua grandeza imperecível e tomei assento nas lides da palavra e da pena, nos tribunais e nas praças, na guerra sem quartel daqueles que não conhecem o conselho dos generais, nem o apoio das baionetas.
Por ti, suportei, orgulhoso, o peso de asfixiantes responsabilidades que me feriram os ombros e me iluminaram o coração, na evidência e na obscuridade, aprendendo e sofrendo contigo, na escola da igualdade, da tolerância e da justiça.
E agora, que a ciência mortífera grava transitória supremacia nos regimes, estimulando a política da força pelo triunfo numérico; que a perversidade da inteligência lança o descrédito nos fundamentos morais do mundo; que a crise do caráter emite vagas negras de perturbação e desordem; que a toga desce da majestade dos seus princípios, para dourar os instintos da barbárie nos tremendos conflitos internacionais que se agigantam no século; que a moral religiosa concorre ao pleito de dominação indébita, imergindo nas trevas da discórdia as consciências que lhe cabe dirigir; que a doutrina do sílex substitui os tratados nas guerras sem declaração; que os dogmas de todos os matizes se insinuam nas conquistas ideológicas da Humanidade, preconizando a mordaça e o obscurantismo - agora ponho meus olhos em teu vasto futuro...
Possa continuar ecoando em teus santuários e parlamentos, cidades e vilarejos, vales e montanhas, florestas e caminhos, a palavra imortal do Mestre da Galiléia!
Conserva a tua vocação de fraternidade, para que os mananciais da bênção divina jorrem luz e paz sobre a tua fronte dignificada pelo esforço cristão na concórdia e na atividade fecunda. Guarda o teu augusto patrimônio de liberdade a distância de todos os gigantes do terror, dos deuses da carniça e dos gênios da brutalidade, que tentam ressuscitar os fósseis da tirania.
Elege o trabalho por bússola do progresso e da ordem, porque de tuas arcas dadivosas manará novo alimento para o mundo irredimido. Templo de solidariedade humana, teu ministério de pacificação e redenção apenas começa... Novo hino será desferido por tua voz no coro das nações. Nem Atenas adornada de filósofos, nem Esparta pejada de guerreiros. Nem estátuas impassíveis, nem espadas contundentes. Nem Roma, nem Cartago. senhores, nem escravos.
Desdobrem-se, isto sim, em teu solo amoroso os ramos viridentes da Árvore ao Evangelho, a cuja sombra inviolável se mitigue a sede multimilenar do homem fatigado e deprimido! Desfralda o estrelado pavilhão que te assinala os destinos e não te quebrantes à frente dos espetáculos cruentos, em que os povos desprevenidos da atualidade erguem cenotáfios e ossuários a própria grandeza.
Descerra hospitaleiras portas aos ideais da bondade construtiva, do perdão edificante, do ilimitado bem, porque somos em ti a família venturosa do Cristianismo restaurado, e, por amor, se necessário, mil vezes nos confundiremos no pó abençoado e anônimo dos teus caminhos floridos de esperança, empunhando o código da justiça para o exercício varonil do direito, emergindo das sombras da morte - celeiro sublime da vida renascente.
Grande Brasil! Berço de triunfos esplêndidos, aberto à glorificação do Cristo, seja Ele a tua inspiração redentora, o teu apoio infalível, a trave-mestra de tua segurança; e, enaltecendo o messianismo do teu povo fraterno, em cujo seio generoso se extinguem todos os ódios de raça e se expungem todas as fronteiras do separatismo destruidor, que o Mestre encontre no âmago de teu coração o sagrado pouso das Boas-Novas de Salvação, descendo, enfim, da cruz de nossa impenitência multissecular para conviver com a Humanidade terrestre, para sempre.

Ruy Barbosa
Psicografia de Chico Xavier
Livro: Falando a Terra

2 de janeiro de 2009

LIÇÃO DAS TREVAS


No vale das trevas, delirava a legião de Espíritos infelizes.
Rixas, obscenidades, doestos, baldões.
Planejavam-se assaltos, maquinavam-se crimes.
O Espírito Benfeitor penetrou a caverna, apaziguando e abençoando .
Aqui, abraçava um desventurado, apartando-o da malta, de modo a entregá-lo, mais tarde, a equipes socorristas; mais adiante, aliviava com suave magnetismo a cabeça atormentada de entidades em desvario .L
O serviço assistencial seguia difícil, quando enfurecido mandante da crueldade, ao descobri-lo, se aquietou em súbita acalmia e, impondo respeitosa serenidade à chusma de loucos, declinou-lhe a nobre condição. Que os companheiros rebelados se acomodassem, deixando livre passagem àquele que reconhecia por missionário do bem.
- Conheces-me? - interrogou o recém-chegado, entra espantado e agradecido.
- Sim - disse o rude empreiteiro da sombra -, eu era um doente na Terra e curaste meu corpo que a moléstia desfigurava.
Lembro-me perfeitamente de teu cuidado ao lavar-me as feridas .
Os circunstantes entraram na conversação de improviso e um deles, de dura carranca, apontou o visitador e clamou para o amigo:
Que mais te fez este homem no mundo para que sejamos forçados à deferência?
Deu-me teto e agasalho.
Outro inquiriu:
Que mais?
Supriu minha casa de pão e roupa, libertando-nos , a mim e a família, da nudez e da fome .
Outro ainda perguntou com ironia:
Mais nada?
Muitas vezes, dividia comigo o que trazia na bolsa, entregando-me abençoado dinheiro para que a penúria não me arrasasse .
Estabelecido o silêncio, o Espírito Benfeitor, encorajado pelo que ouvia, indagou com humildade:
Meu irmão, nada fiz senão cumprir o dever que a fraternidade me impunha; entretanto, se te mostras tão generoso para comigo, em tuas manifestações de reconhecimento e de amor que reconheço não merecer, porque te entregas, assim, à obsessão e à delinqüência?! .
O interpelado pareceu sensibilizar-se, meneou tristemente a cabeça e explicou:
Em verdade, és bom e amparaste a minha vida, mas não me ensinaste a viver!
Espíritas, irmãos!
Cultivemos a divulgação da Doutrina Renovadora que nos esclarece e reúne!
Com o pão do corpo, estendamos a luz da alma que nos habilite a aprender e compreender, raciocinar e servir.
Imão X
De "Cartas e Crônicas", de Francisco Cândido Xavier

1 de janeiro de 2009

TEMPO HOJE

Andai enquanto tendes luz.
JESUS JOÃO, 12: 35.

“Chamado a prestar contas do seu mandato terreno, o Espírito se apercebe da continuidade da tarefa interrompida, mas sempre do retomada.
Ele vê, sente que apanhou de passagem, o pensamento dos que o precederam.
Entra de novo na liça, amadurecido pela experiência, para avançar mais.” cap. 20, 3.

Hoje é o tema fundamental nas proposições do tempo.
Ontem, retaguarda. Amanhã, porvir.
Hoje, no entanto, é a oportunidade adequada a corrigir falhas havidas e executar o serviço à frente...
Dia de começar experiências que nos melhorem ou reajustem; de consultar essa ou aquela página edificante que nos iluminem a rota; de escrever a mensagem -ao coração amigo que nos aguarda a palavra a fim de reconfortar-se ou assumir uma decisão; de promover o encontro que nos valorize as esperanças; de estender as mãos aos que se nos fizeram adversários ou de orar por eles se a consciência não nos permite ainda a reaproximação! ...
Quantas mágoas se converteram em crimes por não havermos dado um minuto de amor para extinguir o braseiro do ódio Quantos pequeninos ressentimentos se transfiguraram em separações seculares, nos domínios da reencarnação por não termos tido coragem de exercer a humildade por meia hora! Analisa a planta que se elevou nos poucos dias em que estiveste ausente, reflete no prato que se corrompeu durante os momentos breves em que te distanciaste da mesa!...
Tudo se transforma no tempo.
No trecho de instantes, deslocam-se mundos, proliferam micróbios.
O tempo, como a luz solar, é concedido a nós todos em parcelas iguais; as obras é que diferem, dentro dele por partirem de nós.
Observa o tempo que se chama hoje.
Relaciona os recursos de que dispões: olhos que vêem, ouvidos que escutam, verbo claro, braços e pernas úteis sob controle do cérebro livre! ...
Ninguém te impede fazer do tempo consolação e tranqüilidade, exemplo digno e conhecimento superior.
O próprio Jesus atribuía tamanha importância ao tempo que não se esqueceu de glorificar a última hora dos seareiros da verdade que se decidem a trabalhar.
Aproveita o dia corrente e faze algo melhor.
Hoje consegues agir e pensar, comandar e seguir, sem obstáculos.
Vale-te, assim, do momento que passa e toma a iniciativa do bem, porque o tempo é concessão do Senhor e amanhã a bondade do Senhor poderá modificar-te o caminho ou renovar- te os programas,

Espírito Emmanuel
Extraído do livro " O Livro da Esperança"