22 de junho de 2009

PERDOAR E COMPREENDER




Muita gente perdoa, no entanto, não compreende, e muita gente compreende, todavia, não perdoa.
Muitos companheiros se alheiam às ofensas recebidas, procurando esquece-las, mas querem distância daqueles que as formulam, sem lhes entender as dificuldades, e outros muitos compreendem aqueles que os molestam, entretanto, não lhes desculpam os gestos menos felizes.
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Perdoar e compreender, porém, são complementos do amor e impositivos do aceitar os nossos companheiros da humanidade, tais quais são.
Reflitamos nisso, reconhecendo que o entendimento e a tolerância que os outros solicitam de nós são a tolerância e o entendimento de que nós necessitamos deles.
É possível que nos haja ferido e igualmente provável tenhamos ferido a outrem. Alguém terá errado contra nós e teremos decerto errado contra alguém.
Pondera isso e compadece-te de todos os ofensores.
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Quem te prejudica talvez age sob compulsiva da necessidade; quem te menospreza, possivelmente sofre a influência de transitórios enganos; aquele que te esquece com aparente descaso estará enfermo da memória, e aquele outro ainda que te golpeia evidentemente procede sob a hipnose da obsessão.
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Nunca te revoltes, nem desanimes.
Faze o bem, olvidando o mal.
Desculpemos quaisquer faltas, compreendendo os autores delas, e compreendamos os nossos irmãos em falta, desculpando a todos eles.
O amparo espiritual que doemos agora, a favor de alguém, será o amparo espiritual de que precisaremos todos da parte de outro alguém.
Quando Jesus nos adverte: “perdoa setenta vezes sete a teu irmão”, claramente espera venhamos a compreender outras tantas.

Livro : “Rumo Certo” – Chico Xavier – Emmanuel

2 comentários:

  1. www.myspace.com/joaoluizteixeira1 de dezembro de 2009 13:50

    O bum do momento é a máxima da gratidão. Muito citado no livro o segredo, A ciência de ficar rico, e por aí vai. Mas o fato é que ninguém pode estar sinceramente grato se ainda persistir uma ínfima mágoa em seu coração. Portanto se queremos maximizar a gratidão parece óbvio que antes tenhamos que estar de bem com tudo: pessoas, nós mesmos, coisas, fatos, acontecimentos e tudo o que nos reserve cada segundo de nossas existências. Nesse caso podemos concluir que o pressuposto básico para se alcançar o estado de graça provinda da verdadeira gratidão, é o ato contínuo de se perdoar.Se estiver esquecendo de algo, por favor alguém acrescente o que for necessário.

    Em amizade divina,
    João Luiz F. A. Teixeira
    www.myspace.com/joaoluizteixeira

    email:
    jolorion@gmail.com

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  2. Ótima percepção sobre esse assunto.

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