8 de dezembro de 2009

A AJUDA DIVIDA

Chovia torrencialmente. O rio transbordava, as águas invadiam o vilarejo.
Aquele crente, que morava sozinho em confortável vivenda multiplicou, orações, pedindo a assistência do Céu.
Em dado momento, ante o avanço da enchente, foi para o telhado, confiante de que Deus o salvaria.
As águas subindo…
Passou um barco recolhendo pessoas ilhadas.
– Não é preciso. Deus me salvará!
As águas subindo…
Passou uma lancha…
– Fiquem tranqüilos! Confio em Deus.
As águas subindo…
Passou um helicóptero…
– Sem problema! Deus me protegerá.
As águas subiram mais, derrubaram a casa e o homem morreu afogado…
Diante do Criador, na vida eterna, reclamou:
– Oh! Senhor! Confiei em ti e me falhaste!
– Engano seu, meu filho! Mandei um barco, uma lancha e um helicóptero para recolhê-lo!

***

Não estamos entregues à própria sorte, como sugere o pensamento materialista de Jean Paul Sartre (1905-1980).
O Senhor não esquece ninguém. A todos estende sua mão complacente, dando-nos condições para enfrentar nossas dificuldades e dissabores.
Há um problema: raramente identificamos a ação divina. Isso porque as respostas de Deus nem sempre correspondem às nossas expectativas.
Pedimos o que desejamos.
Deus nos dá o que precisamos.
Os temporais da existência simbolizam as esfregadas da Providência Divina, ensejando mudança de rumo.
Senão, vejamos:

1. A doença respiratória…
2. O lar em desajuste…
3. A dificuldade financeira…
4. A perda do emprego…
5. O acidente automobilístico…

São situações constrangedoras que nos perturbam.
Pedimos a ajuda divina.
Deus vem em nosso auxílio, mas é preciso que nos disponhamos a tomar o barco do futuro, deixando no passado velhas tendências.
Podemos considerar, na mesma seqüência, que:

1. O tabagismo afeta os pulmões.
2. A incompreensão conturba o relacionamento afetivo.
3. A indisciplina nos gastos faz rombos nas contas
4. A displicência profissional resulta em demissão.
5. A irresponsabilidade no trânsito favorece desastres.

A pouca disposição em encarar nossos erros e desacertos, como causa de nossas dificuldades e problemas, neutraliza a ação divina em nosso benefício.
As crises sugerem mudanças.
Se não mudamos com elas, sempre nos sentiremos abandonados por Deus, incapazes de identificar o socorro divino.

***

A propósito vale lembrar interessante texto, que me veio ter às mãos, sem indicação do autor:

Pedi a Deus para tirar os meus vícios.
Deus disse:
– Compete a ti superá-los.

Pedi a Deus para fazer completo meu filho deficiente.
Deus disse:
– Seu Espírito é completo. O corpo é temporário.

Pedi a Deus para me dar paciência.
Deus disse:
– Paciência não é dádiva. É aprendizado.

Pedi a Deus para me dar felicidade.
Deus disse:
– Eu dou bênçãos. Felicidade depende de ti.

Pedi a Deu para me livrar da dor.
Deus disse:
– Sofrer te afasta do mundo e te aproxima de Mim.

Pedi a Deus para fazer meu espírito crescer.
Deus disse:
– Deves crescer por si próprio. Farei a poda para que dês frutos.

Pedi a Deus todas as coisas que me fariam apreciar a vida.
Deus disse:
– Eu te darei Vida para que aprecies todas as coisas.

Pedi a Deus para me ajudar a amar os outros como Ele me ama.
Deus disse:
– Ahhh! Finalmente entendeste!

Richard Simonetti
Livro Abaixo a Depressão

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