6 de janeiro de 2010

CRISTO EM NÓS

Civilizações numerosas passaram sobre a Terra, deixando na retaguarda, com algumas réstias de luz, túmulos imponentes e ruínas fumegantes... Civilizações em que nossos próprios espíritos, usando formas inumeráveis, muitas vezes, desceram a precipícios da violência e da morte.

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Do cântico selvagem do homem primitivo à sabedoria dos faraós, e, do Egito multi-milenário a nós outros, a cultura intelectual, com as indagações filosóficas e com as experimentações cientificas, com as interpretações religiosas e com as aventuras bíblicas, exercitou, de mil modos, as nossas faculdades mentais, transformando-nos o instinto em inteligência, a inteligência em razão e razão em conhecimento superior, dentro do qual porém, a animalidade primeva sempre induziu-nos à conquista da ilusão e posse efêmera...

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Cristo, porém, é lei Divina que nos reclama a níveis mais altos, é a soma das qualidades edificantes com que nos compete escalar os cimos da evolução a que nos destinamos.

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É por isso, que o Cristianismo redivivo, é luz com que nos cabe inflamar os próprios corações, fonte com que nos compete dessedentar a vida sequiosa de renovação e de paz em derredor de nos mesmos.

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Entronizemos o Senhor no templo da própria alma para que o serviço da Boa Nova, começando por nós mesmos, se nos irradie das atitudes e pensamentos, palavras e ações, criando áreas vivas de compreensão e de trabalho edificante nas quais possamos plasmar o abençoado caminho para a Nova Era.

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Nosso problema vital, desse modo, não será a teorização sobre os tempos novos, mas sim o da tradução do Evangelho em nós para que nos renovemos, construindo a Vida Melhor.

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Quando instalarmos o Divino Inspirador em nossa própria vida, materializando-lhe os ensinamentos à frente uns do outros, o Reino de Deus brilhará, em nos, gerando felicidade e analtecendo a vida.

EM VERDADE

Em verdade, ergue-se o homem da atualidade à estratosfera e prepara campo de que possa lançar-se à investigação de outros mundos, entretanto, como nunca, experimenta a necessidade de paz e consolação no plano que lhe serve de moradia.

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Em verdade, desce ao abismo oceânico e recolhe os vestígios das civilizações mortas, surpreendendo formas estranhas de existência, penetrando linhas obscuras da natureza, no entanto, sente-se incapaz de acesso aos labirintos da própria individualidade, perambulando, entre enigmas de um mendigo de luz.

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Em verdade, relaciona os segredos microcosmo, com a mesma facilidade com que resolve elementar problema de matemática, no entanto, ainda esbarra à frente dos ínfimos segredos da dor e da morte, com a mesma perplexidade das raças que o precederam na corrida dos milênios incessantes.

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Em verdade, vence a hanseníase e a tuberculose, determinando novos rumos à medicina que se engrandece ao toque do progresso renovador, todavia, sofre em si mesmo profundas chagas de angústia e desilusão qual se fora pobre desterrado em escuro presídio do Universo...

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Eleva-se e rebaixa-se.
Cura e envenena-se.
É que falta ao coração humano aquela compreensão cristã capas de erguê-lo às culminâncias em que se lhe destaque a própria inteligência, enceguecida pela vaidade, o verme roedor da terrestre grandeza.

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Em tempo algum, como agora, o viajante do mundo sentiu tanta necessidade da bússola espiritual que lhe oriente os destinos.
Em meio da abundância de recursos materiais clama por socorro, qual se a existência lhe fora deplorável cativeiro.

É por isso que, entre os escombros da guerra e entre a s ruínas do incêndio das paixões a que o orgulho lhe conduziu a civilização do presente, volve o ensinamento de Cristo, através de mil modos, concitando-nos ao soerguimento pela humildade salvadora, de vez que somente reconhecendo a nossa condição de usufrutuários do Patrimônio Divino, com iniludíveis obrigações de trabalho e fraternidade, uns à frente dos outros, é que conseguiremos a própria recuperação, a caminho do Homem Regenerado e da Terra Melhor.

Psicografia Chico Xavier – Espírito Emmanuel – Livro “Além da Alma”.

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