21 de janeiro de 2010

QUEIXAS

No hodierno mundo em que vivemos, experimentamos as dolorosas crises da intransigência decorrentes do exacerbado egoísmo das criaturas preocupadas, exclusivamente, com os interesses transitórios da matéria, fazendo pulular a violência em todo o planeta.
Dessa conduta de desamor pelo próximo, como verdadeiro afastamento às leis de Deus (Leis de Justiça, Amor e Caridade), emerge naturalmente a dor, como impositivo do Alto que nos direciona ao caminho do bem.
Nesta árdua época, onde os relacionamentos mais simples se desnaturam, criando focos de desequilíbrio e dor e onde presenciamos o aumento vertiginoso da violência, temos que nos agarrar à âncora salvadora do Mestre Jesus que nos permite passar pelo vórtice das aflições, com a certeza inquebrantável de que não existem dores eternas, e que a Justiça de Deus, o Criador Misericordioso, é absoluta.
Para isso, contudo, mister se faz que cada um se disponha a trabalhar pela paz de todos, perseverando no trabalho diário e constante da reforma íntima, refletindo sobre os pontos obscuros que, ainda, toldam a visão, já obnubilada, desse viajor eterno de multifárias existências.
A doutrina espírita, que é o Consolador prometido pelo Divino Mestre, nos dá os esclarecimentos necessários para a obtenção da fé raciocinada, livrando-nos da ignorância derivada das equivocadas interpretações das Leis de Deus, que se traduzem na fé cega e que só faz precipitar o desavisado ser no abismo do desespero, já que não entende porque sofre.
Todos, indistintamente, recebem o amparo bendito de Jesus, através dos bondosos mensageiros de Sua infinita caridade, entretanto, poucos conseguem apreender esses benfazejos eflúvios que os abnegados trabalhadores do Cristo nos dispensam.
Nem todos percebem porque gastam o tempo com lamúrias e queixumes infindos, animando ainda mais a fogueira do mal, olvidando-se de que, pela lei de afinidade, andamos sempre em companhia dos que nos são afins.
Sobre o queixumeiro renitente cabe lembrar a lição do Iluminado Espírito de EMMANUEL, no livro Vinha de Luz, psicografado por Francisco Cândido Xavier, ao comentar Tiago, 5:9, esclarecendo que: "A queixa é um vício imperceptível que distrai pessoas bem-intencionadas da execução do dever justo. Existem obrigações pequeninas e milagrosas que, levadas a efeito, beneficiariam grupos inteiros; todavia, basta um momento de queixa para que sejam irremediavelmente esquecidas"sic
O hábito de queixar-se sobre tudo, e contra todos, se traduz em autêntica demonstração de egoísmo da criatura que, na maioria das vezes, ignora as dores dos demais irmãos, estas, quase sempre, superlativas em relação àquela alegada dor do queixoso.
É, também, demonstração da falta de fé na justiça absoluta do Criador, olvidando-se que neste planeta nada é absoluto, exceto Deus.
Sendo todos, ainda, imperfeitos, resulta claro que todos temos o que resgatar neste orbe, que é o santo educandário, onde os que aqui estagiam devem aprender a viver com o Mestre da Vida Eterna, que é Nosso Senhor Jesus Cristo.
O teimoso queixumeiro costuma reclamar por ter acordado mais cedo; ora por ter acordado mais tarde; implicando porque o dia amanheceu ensolarado, ou em razão de ser um dia chuvoso. Lamenta-se, também, da alegria do vizinho, queixando-se do pranto do outro vizinho. Enfim, como esclareceu o Iluminado Espírito de Emmanuel, o queixumeiro renitente tem o vício, para ele imperceptível ,de reclamar, que acaba por lhe provocar o estacionamento no caminho da evolução.
Ora, se o desavisado ser traz em seu espírito as chagas do mal, que foram adquiridas durante séculos de reencarnações, comprazendo-se com esses erros, só poderá atrair para si, como conseqüência natural, mais dívidas e dores.
É que o pertinaz queixoso olvida que cada um deve colher o que efetivamente plantou, sendo, pois, justa a colheita. Encontramos em o Livro dos Espíritos a resposta à pergunta 946, de que ora transcrevo parte, a saber: As tribulações da vida são provas ou expiações. Felizes os que as suportam sem se queixar (g.n.), porque serão recompensados, esclarecendo da necessidade de cada criatura ter coragem de arrostar as vicissitudes da vida,com resignação, buscando forças em Jesus.
O Divino Mestre da Vida, Jesus Cristo, nos ensinou que a cada um será dado segundo as suas obras, o que significa que cada criatura deverá receber o de que necessitar, já que sabemos que a semeadura é livre e que, porém, a colheita é obrigatória.
Assim sendo, se plantamos dores, deveremos ceifar dores. É da Lei de Justiça.
Devemos, assim, nos esforçar por realizar uma boa plantação (de Justiça, Amor e Caridade), para que um dia possamos colher bons frutos, da árvore de vida eterna que é Nosso Senhor Jesus Cristo.
Com o Divino Mestre encontraremos forças para suportarmos, resignados, todas as dores que apareçam em nossos caminhos, sabendo que estamos resgatando dívidas desta e de anteriores encarnações, podendo, assim, progredir espiritualmente.
Que a PAZ de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Filho do Deus vivo, nos felicite a todos.

César Luiz de Almeida – Grupo Espírita Fraternidade de Mogi das Cruzes.

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