23 de fevereiro de 2010

CRISTIANISMO, MENSAGEM DE VIDA ETERNA

Quando uma idéia é falsa, ela não se concretiza. É o caso, por exemplo, do Nazismo, que muito embora, de quando em quando, surjam grupos que defendem a idéia, ela não se propaga, por estar praticamente morta. Outro exemplo é o do materialismo.
Atualmente, com o desenvolvimento da ciência e da tecnologia, com as descobertas da Ciência com relação ao Universo, com as descobertas antropológicas, com a propagação dos ensinamentos espíritas, que tudo explicam à luz da razão, é muito difícil sustentar uma teoria materialista.
Mas quando uma idéia é verdadeira, ela se concretiza. É o caso do Cristianismo, que apesar de todas as deturpações porque passou, é uma idéia que sempre se propagará, sempre se perpetuará, pois o Cristianismo é un mensagem de vida eterna.
Apesar de todas as evidências da passagem de Jesus na Terra, sempre aparecem estudiosos e pesquisadores que desmentem que essa passagem tenha existido. Entre os argumentos para a defesa dessa toria, dizem que é muito difícil acreditar num história que começou a ser escrita muitos anos após o nascimento do personagem.
Realmente, os Evangelhos começaram a ser escritos cerca de 40 anos após a passagem de Jesus na Terra. Mas até que os mesmos surgissem, os ensinamentos eram transmitidos oralmente, isto é, de boca a boca. Os judeus diziam que o verdadeiro discípulo é semelhante a uma cisterna sem rachaduras, que não deixa escapar uma gota sequer, dos ensinamento dos seus mestres.
Deus criou o Universo com o grande propósito de promover o progresso e a evolução do Universo e a evolução e o progresso dos Espíritos que vivem no Universo. Para nós, cristãos, a única maneira de progredirmos e evoluirmos até Deus é através do estudo, do aprendizado e da exemplificação das lições de Jesus.
Por isso, Jesus disse, conforme está registrado no Evangelho de João, (14: 6): "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim." Mas, será que os adeptos de religiões que não são cristãs, não irão ao Pai? Porque os adeptos do budismo, por exemplo, não seguem Jesus, seguem Buda; os adeptos do maometismo não seguem Jesus, seguem Maomé. Eles irão ao Pai, sim. Mas considerando-se que Jesus é o responsável pelo planeta Terra desde a época de sua formação e de que o Espírito é eterno, um dia, na sua caminhada, ele se conscientiza, para o aprendizado das lições de Jesus.
Nessa marcha do Espírito em direção ao Pai, é importante que, cristãos ou não, a fé seja sempre acompanhada pelas obras. Tiago Menor, na sua Epístola Universal (2:17), disse: "Assim também a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma"; Paulo de Tarso, na Ia. Epístola aos Coríntios (13: 3), disse: "... E ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse caridade, nada disso me aproveitaria." E os Espíritos dizem que A fé sem obras é irmã das obras sem fé.
Na questão 798 de O Livro dos Espíritos, uma prova de outra idéia verdadeira, o Espiritismo, quando o Codificador pergunta: "O Espiritismo se tornará uma crença comum ou será apenas a de algumas pessoas?" Os Espíritos respondem: "Certamente ele se tornará uma crença comum e marcará uma nova era na História da Humanidade, porque pertence à Natureza e chegou o tempo em que deve tomar lugar nos conhecimentos humanos.
Haverá, entretanto, grandes lutas a sustentar, mais contra os interesses do que contra a convicção, porque não se pode dissimular que há pessoas interessadas em combatê-lo, umas por amor-próprio e outras por motivos puramente materiais. Mas os seus contraditores, ficando cada vez mais isolados, serão afinal forçados a pensar como todos os outros, sob pena de se tornarem ridículos."
Kardec complementa a resposta: "As idéias só se transformam com o tempo e não subitamente; elas se enfraquecem de geração em geração e acabam por desaparecer com os que as professavam e que são substituídos por outros indivíduos imbuídos de novos princípios, como se verifica com as idéias políticas.
Vede o paganismo; não há ninguém, certamente, que professe hoje as idéias religiosas daquele tempo; não obstante, muitos séculos depois do advento do Cristianismo ainda havia deixado traços que somente a completa renovação das raças pôde apagar. O mesmo acontecerá com o Espiritismo; ele faz muito progresso, mas haverá ainda, durante duas ou três gerações, um fenômeno de incredulidade que só o tempo fará desaparecer.
Contudo, sua marcha será mais rápida que a do Cristianismo, porque é o próprio Cristianismo que lhe abre as-vias sobre as quais ele se desenvolverá. O Cristianismo tinha que destruir; o Espiritismo só tem que construir."
E o tradutor J. Herculano Pires, em nota de rodapé, diz: "O transcurso do primeiro século do Espiritismo, a 18 de abril de 1957, veio confirmar plenamente esta extraordinária previsão de Kardec. No primeiro século do seu desenvolvimento, o Cristianismo era ainda uma seita obscura e terrivelmente perseguida. Somente nos fins do terceiro século atingiu as proporções de desenvolvimento e universalização que o Espiritismo apresenta no seu primeiro século.
A marcha do Espiritismo se fez com muito maior rapidez e sua vitória brilhará mais rápida do que se espera."

Altamirando Carneiro - Jornal Espírita - junho/06

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