7 de fevereiro de 2010

FAZER

Mestre, que farei para herdar a vida eterna?”, perguntou o doutor da lei a Jesus, que devolveu a questão indagando: “Que está escrito na lei? Como lês?”. Este, de pronto, esclareceu que a lei determina: “Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento e ao teu próximo como a ti mesmo”. Ouvindo isto, Jesus afirmou: “Respondeste bem; faze isso e viverás”. O diálogo continuou, com o doutor da lei perguntando: “E quem é o meu próximo?”. Jesus, então, narrou a Parábola do Bom Samaritano, a qual levou o doutor da lei a reconhecer que o “próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores” foi “o que usou de misericórdia para com ele”. Concluiu Jesus:
“Vai e faze da mesma maneira.”
Este diálogo do doutor da lei com Jesus, aqui resumido, destaca a importância, em nossas vidas, do verbo fazer, constantemente citado no Evangelho. Em outra parábola, referindo-se aos justos, o Mestre afirma: “[...] todas as vezes que isso fizestes a um destes mais pequeninos dos meus irmãos, foi a mim mesmo que o fizestes”.
O Evangelho é, para nós, consolação, orientação e bálsamo: demonstra a nossa imortalidade, fortalece a nossa esperança e a nossa fé, mostra-nos o caminho a seguir, desvenda a bondade e a justiça de Deus junto a nós, mas deixa claro, também, que a felicidade e a paz que pretendemos alcançar dependem, fundamentalmente, da nossa vontade e da nossa ação direta na execução da Lei de Amor, que emana de Deus.
Na questão 642 de O Livro dos Espíritos,Allan Kardec pergunta: “Para agradar a Deus e assegurar a sua posição futura, bastará que o homem não pratique o mal?” E os Espíritos superiores afirmam: “Não; cumpre-lhe fazer o bem no limite de suas forças, porquanto responderá por todo mal que haja resultado de não haver praticado o bem”.  Diante deste alerta, é importante permanecermos atentos para com as nossas tarefas na Seara Espírita, uma vez que poderemos estar fazendo tão-somente uma pequena parte do bem que temos condições de fazer, sentindo, posteriormente, a falta do que deixamos de fazer.
Tem sido comum, nas reuniões mediúnicas, a manifestação de espíritas desencarnados que muito realizaram aqui na Terra, mas que lamentam não

Reformador Fev.10

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