19 de fevereiro de 2010

OS ANIMAIS E O HOMEM

O homem é um ser à parte.

Por sua natureza orgânica assemelha-se a um animal, mais do ponto de vista moral distancia-se daquele de forma espetacular.

Os corpos dos animais e do homem são bastante análogos: são seres ocupando uma forma física animados pelo princípio vital.

A natureza propicia aos animais tudo que o homem é obrigado a descobrir com a utilização de sua inteligência, atendendo assim às suas necessidades de conservação. Mas o homem se diferencia dos animais também por possuir uma alma mais evoluída.

O ser humano já passou por várias encarnações e mesmo permanecendo recalcitrante em erros desnecessários consegue ao longo destes anos atingir um progresso coletivo e das sociedades.Sem contar o progresso alcançado pelas diferentes categorias dos mundos, como é o caso de nosso planeta, que, em breve, será um mundo de regeneração.

O homem desenvolve sua inteligência, ainda que em muitas ocasiões movido pelo instinto: nos animais a característica é o domínio do instinto em suas ações: possuem inteligência bastante limitada. Não tendo grande necessidade de comunicação, como o homem, os animais não possuem a linguagem falada com sílabas e palavras, mas, segundo esclarecem os Espíritos Superiores, muitas coisas falam entre si, muito mais do que supomos.

Os animais não gozam do livre arbítrio; possuem, no entanto uma alma, já individualizada, que sobrevive a morte. Sua alma está para a alma humana como está para Deus.

Entre os animais a ternura da mãe por seus filhos tem por base o instinto de conservação, mas no momento em que estiverem em condições de se proteger sozinhos, a mãe inicia a libertação de seus cuidados, abandona-os para que possa cuidar dos novos filhotes que virão.

Equilíbrio e harmonia envolvem os seres e a criação divina num perfeito intercâmbio e interdependência. Assim também ocorre entre os demais reinos da natureza, onde a solidariedade nos processos evolutivos está sempre presente.

È que os Espíritos não se cansam de nos esclarecer.

“Tudo em a Natureza se encadeia por elos que ainda não podeis aprender. Assim, as coisas aparentemente mais díspares têm pontos de contato que o homem, no seu estado atual, nunca chegará a compreender”.

Por um esforço da inteligência poderá entrevê-los; mas somente quando esta inteligência estiver no máximo grau de desenvolvimento e liberta dos preconceitos do orgulho e da ignorância, logrará ver claro na obra de Deus.

Até lá, suas muito restritas idéias lhe farão observar as coisas por um mesquinho e acanhado prisma. Sabei não ser possível que Deus se contradiga e que, na Natureza, tudo se harmoniza mediante leis gerais, que por nenhum de seus pontos deixam de corresponder à sublime sabedoria do Criador.”


S.Xavier
“O Livro dos Espíritos” (592 a 604).

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