28 de agosto de 2010

ESPÍRITAS, HONREMOS NOSSA TAREFAS!


Segundo o texto bíblico, João Batista enviou dois emissários a Jesus, indagando se o Nazareno era o Messias Prometido. O Divino Mestre respondeu: “Ide e anunciai a João que os cegos vêem, os paralíticos andam e aos pobres é anunciado o Evangelho.”(Lucas, 7:18-22)

Por outro lado, após o regresso vitorioso de Jesus ao Plano Espiritual, o apóstolo Pedro, certo dia, encontrava-se meditativo e acabrunhado, quando, num lance esplêndido, vê que, ao longo do caminho, Jesus se aproximava. Pedro recobrou as energias, com um júbilo indescritível, pois, certamente, o Mestre vinha ao seu encontro. Ficou expectante. Contudo, o Celeste Amigo, silencioso, demonstrou que não se dirigia a Pedro: ia transitando.

O apóstolo, atônito, exclamou:

“Senhor”. Foi quando Jesus lhe disse: “Pedro, eu vou à Casa do Caminho”. Num átimo, o apóstolo compreendeu: o imperativo da hora era o serviço desinteressado aos semelhantes. Pedro, de imediato, acompanhou o Mestre, compreendendo a grandeza do ensinamento.

Nós, os espíritas, que tivemos a graça de conhecer a Codificação de Allan Kardec – a qual interpreta, em Espírito e Verdade, a Mensagem augusta de Nosso Senhor Jesus cristo –, devemos preocupar-nos, na hora que passa, com as tarefas que nos são próprias e para cujo desempenho temos a confiança dos nossos Mentores espirituais, sem perdermos tempo em discutir ideias divergentes acerca de mensagens mediúnicas ou de livros fantásticos, que falam de outros mundos, ou de cogitar que entidades espirituais elevadíssimas que transitaram pela Terra tenham sido a reencarnação de personagens ancestrais na retrovisão (às vezes obumbrada) dos subsídios que determinados pesquisadores nos ofereceram em suas publicações.

Na Terra, embora a evidência de uma civilização repleta de avanços tecnológicos e indiscutível desenvolvimento científico, a fome dizima milhões de irmãos nossos, que o egoísmo humano sitiou em bolsões de miséria e prostituição, renteando com antros de criminalidade e desespero. Por essa razão, na medida de nossas possibilidades, devemos socorrer os famintos e acender a chama da fé nos corações angustiados, honrando, assim, as luminosas tarefas que nos identificam como servidores de Jesus, registrando em nossos tímpanos espirituais a resposta do Celeste Amigo ao apóstolo: “Pedro, eu vou à Casa do Caminho”.

Sabemos que é necessário pesquisar, indagar, refletir, em síntese, analisar as mensagens e estabelecer, entre nós, a conversa franca sobre nossas dúvidas, identificando os possíveis enganos e omissões em que, por vezes, temos permanecido.

Mas guardemos a certeza de que, ao longo do tempo, ante o sol da verdade, que a evidência dos fatos vai desdobrando, a nossa visão perceberá que a névoa da ignorância se dissolverá ante o fulgor da Luz Divina, à medida que os nossos merecimentos – mesmo conquistados com suor e lágrimas –, se desenvolverem.

Não nos compete emitir julgamentos apressados ou tirar conclusões de fatos ainda inabordáveis à nossa percepção espiritual, uma vez que estamos transitando da sombra para a luz e, pelos ensinamentos recebidos na imensa bibliografia espírita, os homens estão longe de alcançar a explicação de determinados aspectos da vida extrafísica mais próxima da Terra.

Vamos, pois, com entusiasmo e fé, à execução de nossas tarefas, recordando as palavras de Emmanuel, através do médium Francisco Cândido Xavier: “O nome de Jesus está empenhado em nossas mãos.”

REFORMADOR SET. 2004

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