1 de outubro de 2010

PARTICIPAÇÃO POLÍTICA DO ESPÍRITA

Da análise sintética dos princípios e fundamentos do Espiritismo, com base em O Livro dos Espíritos, e suas correlações com a Filosofia, Sociologia e Política e a visão de que o homem no mundo ”é um ser social e consequentemente, uns ser político”, concluímos:

COMO O ESPÍRITA NÃO DEVE ATUAR NA POLÍTICA:

1.1. Levar a política partidária para dentro do Centro, das Entidades ou do Movimento Espírita;

1.2. Utilizar-se de médiuns e dirigentes espíritas para apoiar políticos partidários candidatos a cargos eletivos aos Poderes Executivo e Legislativo;

1.3. Catar votos para políticos que, às vezes, dão alguma ”verbinha” para asilos, creche? E hospitais, mas cuja conduta política não se afina com os princípios éticos ou morais do Espiritismo;

1.4. Apoiar políticos que se dizem espíritas ou cristãos, mas aprovam as injustiças, as barganhas, a ”politicagem” (usar a política partidária para interesses egoísticos pessoais ou de grupos a que se ligam);

1.5. Participar da política partidária apenas por interesse pessoal, para melhorar a sua vida e de sua família, divorciado em sua militância político-partidária dos princípios e normas da Filosofia Espírita;

2. COMO O ESPÍRITA DEVE ATUAR NA POLÍTICA:

2.1. O espírita pode e deve estudar e reflexionar sobre os princípios político-filosófico-espíritas no Centro Espírita, pois eles estão contidos em O Livro dos Espíritos, Parte Terceira, das Leis Morais;

2.2. Através da análise, do estudo e da reflexão das normas e princípios acima referidos, o espírita deve identificar o egoísmo, o orgulho e a injustiça nas instituições humanas, denunciando-as e agindo para que elas desapareçam da sociedade humana;

2.3. Confrontar os fundamentos morais objetivos do Espiritismo com os fundamentos morais e objetivos dos partidos políticos, verificando de forma coerente qual ou quais deve apoiar e até mesmo participar como membro atuante, se tiver vocação para tal;

2.4. Participar de organizações e movimentos que propugnem pela Justiça, pelo Amor, pelo progresso intelectual, moral e físico das pessoas. Exemplo: clubes de serviços, sindicato, associações de classe, diretório acadêmico, movimentos de respeito e defesa dos direitos humanos, etc.;

2.5. Fazer do voto um elevado testemunho de amor ao próximo; Considerando que a sociedade humana é dirigida por políticos que saem das agremiações partidárias e suas influências podem ajudar ou atrasar a evolução intelecto moral da humanidade, o voto, realmente, é uma forma de exprimir o amor ao próximo e à coletividade.

Deve, pois, analisar se a conduta do candidato político-partidário tem maior ou menor relação com os princípios morais e políticos (aspecto filosófico) do Espiritismo;

2.6. Participar da agremiação partidária, se tiver vocação para tal, sabendo, no entanto, da responsabilidade que assume nesse campo, já que sua militância deve sempre estar voltada para o interesse do ser humano, em seus aspectos social e espiritual. Para isso, sua ação política deverá estar em harmonia com os valores éticos (morais) do Espiritismo que, em última análise, são fundamentalmente os mesmos do Cristianismo;

2 7. Participar conscientemente da ação política na sociedade, sem relegar o estudo e a reflexão do Espiritismo a plano secundário. Pelo contrário, o estudo e a reflexão dos temas espíritas deverão levá-lo a permanente participação, objetivando a aplicação concreta do Amor e da Justiça ao ser humano, seja individual ou coletivamente.

Do livro: O Espiritismo e a Política de Aylton Guido Coimbra Paiva

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