9 de abril de 2011

A LUZ QUE VEM DO CÉU

Não te esquives, se a luz que vem do Céu te atinge; abra teu plano mental e deixe-a fluir, por entre os teus pensamentos.
Repara a supremacia do seu volume. Cada fóton que sobre ti se projeta, procura um átimo precioso do teu pensar, para a ele se agregar e fazê-lo mais intenso em sua vontade. Torná-lo expansivo, a tal ponto, que venha a atingir tuas ações, por mínimas que sejam.
A luz que vem do Céu sobre ti se infunde porque encontra escaninhos capazes de abrigá-la e promovê-la. A tua recepção aconchegante e terna fará com que sejas mais virtuoso, para ajudares nesses momentos pelos quais o mundo atravessa.
Deus alarga as Suas vontades sobre aqueles capazes de levarem adiante os tons que despertam para as leis maiores que regem o Universo.
Quando vibra no Ser o sentido indefinível do progresso contínuo, raiam sobre ele todas as benesses do Poder Divino, levando-o a ter como direção e sentido unicamente o Vetor Amor.
As bifurcações vão acontecendo, paulatinamente, endossando as nascentes virtuosas que passam a florescer no indivíduo e, aos poucos, vai encaminhando-o para os patamares sublimes dos pensamentos exclusivamente nobres e o convertendo num Seareiro ferrenho do Evangelho do Cristo.
Depois de banhar-se com a luz que emana do Céu, o Ser inteligente renova-se, e sua roupagem desvincula-se dos sonhos mundanos; passa, então, a vestir-se com a envolvente fluidez dos “Pobres de Espírito”¹, conforme classificou Jesus aqueles que não se compraziam com os prazeres da carne.
A luz que vem do Céu é disponibilizada para todos. Todavia, para ela se acoplar, faz-se imprescindível o receptáculo do “amar ao próximo como a si mesmo”²; o qual, inúmeras vezes, encontra-se praticamente empanado pelo distúrbio da posse, envolvido por radical negritude, irradiada pelo fervilhar do egoísmo.
Passa-nos despercebido, entretanto, que somos, a todos os instantes, acariciados pela iluminação Divina, manifestando-se em clima de compreensão, tolerância, paciência, misericórdia e outras necessidades que carecemos, a cada momento.
Impressionados, quase sempre, pelas constantes e implacáveis atrações materiais, nos debilitamos diante das cargas obstinadamente prazerosas, inflamadas de substâncias inferiores, que nos arrastam para o vértice das banalidades, projetando-nos na lama pútrida das mórbidas ilusões.
Questionados, muitas vezes, pela própria consciência, e sem razões viáveis para respondermos com a naturalidade esperada pelos bons termos da vida, escapulimos, através dos desvios das justificativas, tentando imputar a uma série de obstáculos os feitos indevidos concretizados, como se os empecilhos não fossem produtos da própria orquestração.
Normalmente, quando verificamos o corpo suado e empoeirado pelas sujidades que pairam no ar, providenciamos o asseio, a fim de nos sentirmos organicamente bem, pois a impregnação da poeira aderida ao corpo nos causa desconforto.
Por analogia e usando os mesmos princípios, sentimos o incômodo espiritual; é ele devido ao acúmulo de cargas fluídicas perniciosas que, atraídas, imantam-se ao perispírito, criando os reflexos devidos, no corpo físico, e até se somatizam, caso essas cargas tenham um longo tempo de manutenção.
Estabelece-se, dessa forma, com tais situações, um desconforto ininterrupto, levando o Espírito a manter-se constantemente apreensivo e desconfiado da sombra do próprio corpo físico. Encontra-se ele sem a mínima claridade para observar que é o próprio autor do estado inquieto e perturbador vivenciado.
Essas arquiteturas, de tão intensas, quase sempre se tornam agasalhos, pelas 24 horas de quem as usa. Eis porque se constata o alarmante número de desencarnados à procura da luz. A maior parte impulsionada pela própria consciência, cansada de viver mergulhada no caos de pensamentos plasmados pela malignidade nas quais se colocaram e, ainda, de certa forma, caminham.
É tamanho o percentual de projetos mentais fertilizados pela inoperância de amor, que os lumens de uma candeia, para os assim implicados, resplandeceriam como o Sol.
Não te permitas ignorar, principalmente, as luzes que se acendem, hoje, na tua trajetória, e aquelas luminescentes espalhadas sobre toda a plataforma da Terra, propiciando a cada terráqueo a orientação perfeita a seguir, independente do nível intelectual e moral em que se encontre.
A Misericórdia Divina tudo oferece, para que ascendamos patamares mais altos de atitude e comportamento, na linha da evolução.
Aquele que desejar adentrar o rumo onde se fazem presentes as diretrizes do bem, bastante é acionar os germens das virtudes, colocados por Deus, no seu íntimo, quando o criou.
Conceda-te a oportunidade abençoada de vires a navegar em mares mais calmos, onde as ondas mansas acariciam o invólucro que usas como veículo, para te locomoveres sobre o abençoado solo que pisas.
A fração do tempo que te está sendo oferecida é única, no mundo pelo qual transitas. Então, não faças de ti um instrumento inoperante para o próprio soerguer.
Aciona as tuas luzes interiores, por menor brilho que tenham, e faça-as iluminarem as leituras que precisas enxergar e que estão latentes na consciência, e depararás, nas pautas lá existentes, com o chamamento proferido, em tempos idos, pelo Irmão Jesus, convidando-te a ires até Ele: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.”³
Este é o grande momento – inadiável no Planeta Terra – de aliviados pela resplandecência do Evangelho Vivo do Mestre Jesus, para sacarmo-nos das expiações e introduzirmo-nos no berço da Regeneração, a caminho da luz...



1- Mateus, 5:3 – Ler Capítulo VII, Bem-aventurados os pobres de espírito, em O Evang. segundo o Espiritismo - Allan Kardec.
2- Mateus, 22:39.
3- Mateus, 11:28.

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