31 de agosto de 2011

DIVÓRCIO


O divórcio é uma prática muito antiga.
No tempo de Moisés, era permitido ao marido repudiar qualquer uma de suas mulheres (a mulher era propriedade do marido) e lhe passar uma “carta de divórcio” por qualquer motivo. Já o Mestre Jesus exigia motivo relevante, como o adultério, por exemplo, para que houvesse a dissolução do casamento.
Antes, o adultério da mulher era punido com a lapidação (apedrejamento) e Jesus queria evitar essa calamidade. Tal como Jesus, também achamos que o divórcio pode ser um recurso a ser acionado para se evitar um mal maior. Pode ser uma medida contra o suicídio, homicídio, agressões e outras desgraças. Apesar de não dever ser estimulado ou facilitado, às vezes deve ser usado como recurso, não como solução.
Houve uma época aqui no Brasil em que o divórcio foi tema de acirrada polêmica.
Uma verdadeira disputa político-religiosa. De um lado os “antidivorcistas” e, de outro, os pró-divorcistas. O projeto tramitou no Congresso Nacional, cheio de “lobbies”, com ampla discussão, enorme repercussão e finalmente foi aprovado. Depois, regulamentado por lei, foi colocado em prática. Passou a ser fato consumado, sem despertar mais interesse para discussões. No entanto, o seu mérito e as repercussões familiares precisam continuar a ser enfocados.
Partindo do princípio de que não existem uniões ao acaso, o divórcio, a rigor, não deve ser facilitado entre as criaturas. É aí, nos laços matrimoniais definidos nas leis do mundo, que se operam burilamentos e reconciliações endereçados à precisa sublimação da alma.
Compromisso com a evolução O casamento será sempre um instituto benemérito, acolhendo, no limiar, em flores de alegria e esperança, aqueles que a vida aguarda para o trabalho do seu próprio aperfeiçoamento e perpetuação. Com ele, o progresso ganha novos horizontes e a lei do renascimento atinge os fins para os quais se encaminha. Ocorre, entretanto, que a Sabedoria Divina jamais institui princípios de violência e o espírito, conquanto em muitas situações agrave os próprios débitos, dispõe da faculdade de interromper, recusar, modificar, discutir ou adiar, transitoriamente, o desempenho dos compromissos que abraça.
Em muitos lances da experiência, é a própria individualidade, na vida espiritual, antes da reencarnação, que assinala a si mesma o casamento difícil que enfrentará na vida física, chamando a si o parceiro ou a parceira de existência pretérita para os ajustes que lhe pacificarão a consciência, à vista de erros perpetrados em outras épocas.
Reconduzida, porém, à ribalta terrestre e assumida a união esponsalícia que atraiu a si mesma, ei-la desencorajada à face das dificuldades que se lhe desdobram à frente. Por vezes, o companheiro ou a companheira voltam ao exercício da crueldade de outro tempo, seja através de menosprezo, desrespeito, violência ou deslealdade, e o cônjuge prejudicado nem sempre encontra recursos em si para se sobrepor aos processos de dilapidação moral de que é vítima.
Compelidos muitas vezes às últimas fronteiras da resistência, é natural que o esposo ou a esposa, relegado a sofrimento indébito, valha-se do divórcio por medida extrema contra o suicídio, o homicídio ou calamidades outras que complicariam ainda mais o seu destino. Nesses lances da experiência, surge a separação à maneira de bênção necessária e o cônjuge prejudicado encontra no tribunal da própria consciência o apoio moral da auto-aprovação, para renovar o caminho que lhe diga respeito, acolhendo ou não nova companhia para a jornada humana.
É óbvio que não é lícito, de maneira nenhuma, estimular o divórcio em tempo algum, competindo a nós, encarnados, tão somente nesse sentido, reconfortar e reanimar os irmãos em luta nos casamentos de provação, a fim de que se sobreponham às próprias suscetibilidades e aflições, vencendo as duras etapas de regeneração ou expiação que pediram antes do renascimento no plano físico, em auxílio a si mesmos.
Ainda assim, é justo reconhecer que a escravidão não vem de Deus e ninguém possui o direito de torturar ninguém, à face das leis eternas.
O divórcio, pois, baseado em razões justas, é providência humana e claramente compreensível nos processos de evolução pacífica.

Do livro: Orientações espirituais

30 de agosto de 2011

O INSTINTO E A INTELIGÊNCIA


 11. - Qual a diferença entre o instinto e a inteligência? Onde acaba um e o outro começa? Será o instinto uma inteligência rudimentar, ou será uma faculdade distinta, um atributo exclusivo da matéria?

O instinto é a força oculta que solicita os seres orgânicos a atos espontâneos e involuntários, tendo em vista a conservação deles. Nos atos instintivos não há reflexão, nem combinação, nem premeditação. É assim que a planta procura o ar, se volta para a luz, dirige suas raízes para a água e para a terra nutriente; que a flor se abre e fecha alternativamente, conforme se lhe faz necessário; que as plantas trepadeiras se enroscam em torno daquilo que lhes serve de apoio, ou se lhe agarram com as gavinhas. É pelo instinto que os animais são avisados do que lhes convém ou prejudica; que buscam, conforme a estação, os climas propícios; que constroem, sem ensino prévio, com mais ou menos arte, segundo as espécies, leitos macios e abrigos para as suas progênies, armadilhas para apanhar a presa de que se nutrem; que manejam destramente as armas ofensivas e defensivas de que são providos; que os sexos se aproximam; que a mãe choca os filhos e que estes procuram o seio materno. No homem, só em começo da vida o instinto domina com exclusividade; é por instinto que a criança faz os primeiros movimentos, que toma o alimento, que grita para exprimir as suas necessidades, que imita o som da voz, que tenta falar e andar. No próprio adulto, certos atos são instintivos, tais como os movimentos espontâneos para evitar um risco, para fugir a um perigo, para manter o equilíbrio do corpo; tais ainda o piscar das pálpebras para moderar o brilho da luz, o abrir maquinal da boca para respirar, etc.

12. - A inteligência se revela por atos voluntários, refletidos, premeditados, combinados, de acordo com a oportunidade das circunstâncias.
É incontestavelmente um atributo exclusivo da alma.
Todo ato maquinal é instintivo; o ato que denota reflexão, combinação, deliberação é inteligente. Um é livre, o outro não o é.
O instinto é guia seguro, que nunca se engana; a inteligência, pelo simples fato de ser livre, está, por vezes, sujeita a errar.
Ao ato instintivo falta o caráter do ato inteligente; revela, entretanto, uma causa inteligente, essencialmente apta a prever. Se se admitir que o instinto procede da matéria, ter-se-á de admitir que a matéria é inteligente, até mesmo bem mais inteligente e previdente do que a alma, pois que o instinto não se engana, ao passo que a inteligência se equivoca.
Se se considerar o instinto uma inteligência rudimentar, como se há de explicar que, em certos casos, seja superior à inteligência que raciocina? Como explicar que torne possível se executem atos que esta não pode realizar?
Se ele é atributo de um principio espiritual de especial natureza, qual vem a ser esse principio? Pois que o instinto se apaga, dar-se-á que esse princípio se destrua? Se os animais são dotados apenas de instinto, não tem solução o destino deles e nenhuma compensação os seus sofrimentos, o que não estaria de acordo nem com a justiça, nem com a bondade de Deus. (Cap. II, 19.)

13. - Segundo outros sistemas, o instinto e a inteligência procederiam de um único princípio. Chegado a certo grau de desenvolvimento, esse principio, que primeiramente apenas tivera as qualidades do instinto, passaria por uma transformação que lhe daria as da inteligência livre.
Se fosse assim, no homem inteligente que perde a razão e entra a ser guiado exclusivamente pelo instinto, à inteligência voltaria ao seu estado primitivo e, quando o homem recobrasse a razão, o instinto se tornaria inteligência e assim alternativamente, a cada acesso, o que não é admissível.
Aliás, é freqüente o instinto e a inteligência se revelarem simultaneamente no mesmo ato. No caminhar, por exemplo, o movimento das pernas é instintivo; o homem põe maquinalmente um pé à frente do outro, sem nisso pensar; quando, porém, ele quer acelerar ou demorar o passo, levantar o pé ou desviar-se de um tropeço, há cálculo, combinação; ele age com deliberado propósito. A impulsão involuntária do movimento é o ato instintivo; a calculada direção do movimento é o ato inteligente. O animal carnívoro é impelido pelo instinto a se alimentar de carne, mas as precauções que toma e que variam conforme as circunstâncias, para segurar a presa, a sua previdência das eventualidades são atos da inteligência.

14. - Outra hipótese que, em suma, se conjuga perfeitamente à idéia da unidade de princípio, ressalta do caráter essencialmente previdente do instinto e concorda com o que o Espiritismo ensina no tocante às relações do mundo espiritual com o mundo corpóreo.
Sabe-se agora que muitos Espíritos desencarnados têm por missão velar pelos encarnados, dos quais se constituem protetores e guias; que os envolvem nos seus eflúvios fluídicos; que o homem age muitas vezes de modo inconsciente, sob a ação desses eflúvios.
Sabe-se, ao demais, que o instinto, que por si mesmo produz atos inconscientes, predomina nas crianças e, em geral, nos seres cuja razão é fraca. Ora, segundo esta hipótese, o instinto não seria atributo nem da alma, nem da matéria; não pertenceria propriamente ao ser vivo, seria efeito da ação direta dos protetores invisíveis que supririam a imperfeição da inteligência, provocando os atos inconscientes necessários à conservação do ser. Seria qual a andadeira com que se amparam as crianças que ainda não sabem andar.
Então, do mesmo modo que se deixa gradualmente de usar a andadeira, à medida que a criança se equilibra sozinha, os Espíritos protetores deixam entregues a si mesmos os seus protegidos, à medida que estes se tornam aptos a guiar-se pela própria inteligência.
Assim, o instinto, longe de ser produto de uma inteligência rudimentar e incompleta, sê-lo-ia de uma inteligência estranha, na plenitude da sua força, inteligência protetora, supletiva da insuficiência, quer de uma inteligência mais jovem, que aquela compeliria a fazer, inconscientemente, para seu bem, o que ainda fosse incapaz de fazer por si mesma, quer de uma inteligência madura, porém, momentaneamente tolhida no uso de suas faculdades, como se dá com o homem na infância e nos casos de idiotia e de afecções mentais.
Diz-se proverbialmente que há um deus para as crianças, para os loucos e para os ébrios. É mais veraz do que se supõe esse ditado. Aquele deus, outro não é senão o Espírito protetor, que vela pelo ser incapaz de se proteger, utilizando-se da sua própria razão.

15. - Nesta ordem de idéias, ainda mais longe se pode ir. Por muito racional que seja essa teoria não resolve todas as dificuldades da questão.
Se observarmos os efeitos do instinto, notaremos, em primeiro lugar, uma unidade de vistas e de conjunto, uma segurança de resultados, que cessam logo que a inteligência o substitui. Demais, reconheceremos profunda sabedoria na apropriação tão perfeita e tão constante das faculdades instintivas às necessidades de cada espécie. Semelhante unidade de vistas não poderia existir sem a unidade de pensamento e esta é incompatível com a diversidade das aptidões individuais; só ela poderia produzir esse conjunto tão harmonioso que se realiza desde a origem dos tempos e em todos os climas, com uma regularidade, uma precisão matemáticas, cuja ausência jamais se nota. A uniformidade no que resulta das faculdades instintivas é um fato característico, que forçosamente implica a unidade da causa. Se a causa fosse inerente a cada individualidade, haveria tantas variedades de instintos quantos fossem os indivíduos, desde a planta até o homem. Um efeito geral, uniforme e constante, há de ter uma causa geral, uniforme e constante; um efeito que atesta sabedoria e previdência há de ter uma causa sábia e previdente. Ora, uma causa dessa natureza, sendo por força inteligente, não pode ser exclusivamente material.
Não se nos deparando nas criaturas, encarnadas ou desencarnadas, as qualidades necessárias à produção de tal resultado, temos que subir mais alto, isto é, ao próprio Criador. Se nos reportamos à explicação dada sobre a maneira por que se pode conceber a ação providencial (cap. II, nº 24); se figurarmos todos os seres penetrados do fluido divino, soberanamente inteligente, compreenderemos a sabedoria previdente e a unidade de vistas que presidem a todos os movimentos instintivos que se efetuam para o bem de cada indivíduo. Tanto mais ativa é essa solicitude, quanto menos recursos tem o indivíduo em si mesmo e na sua inteligência. Por isso é que ela se mostra maior e mais absoluta nos animais e nos seres inferiores, do que no homem.
Segundo essa teoria, compreende-se que o instinto seja um guia seguro.
O instinto materno, o mais nobre de todos, que o materialismo rebaixa ao nível das forças atrativas da matéria, fica realçado e enobrecido. Em razão das suas conseqüências, não devia ele ser entregue às eventualidades caprichosas da inteligência e do livre-arbítrio. Por intermédio da mãe, o próprio Deus vela pelas suas criaturas que nascem.

16. - Esta teoria de nenhum modo anula o papel dos Espíritos protetores, cujo concurso é fato observado e comprovado pela experiência; mas, deve-se notar que a ação desses Espíritos é essencialmente individual; que se modifica segundo as qualidades próprias do protetor e do protegido e que em parte nenhuma apresenta a uniformidade e a generalidade do instinto. Deus, em sua sabedoria, conduz ele próprio os cegos, porém confia a inteligências livres o cuidado de guiar os clarividentes, para deixar a cada um a responsabilidade de seus atos. A missão dos Espíritos protetores constitui um dever que eles aceitam voluntariamente e lhes é um meio de se adiantarem, dependendo o adiantamento da forma por que o desempenhem.

17. - Todas essas maneiras de considerar o instinto são forçosamente hipotéticas e nenhuma apresenta caráter seguro de autenticidade, para ser tida como solução definitiva. A questão, sem dúvida, será resolvida um dia, quando se houverem reunido os elementos de observação que ainda faltam. Até lá, temos que limitar-nos a submeter às diversas opiniões ao cadinho da razão e da lógica e esperar que a luz se faça. A solução que mais se aproxima da verdade será decerto a que melhor condiga com os atributos de Deus, isto é, com a bondade suprema e a suprema justiça. (Cap. II, nº 19.)

18. - Sendo o instinto o guia e as paixões as molas da alma no período inicial do seu desenvolvimento, por vezes aquele e estas se confundem nos efeitos. Há, contudo, entre esses dois princípios, diferenças que muito importa se considerem.
O instinto é guia seguro, sempre bom. Pode, ao cabo de certo tempo, tornar-se inútil, porém nunca prejudicial. Enfraquece-se pela predominância da inteligência.
As paixões, nas primeiras idades da alma, têm de comum com o instinto o serem as criaturas solicitadas por uma força igualmente inconsciente. As paixões nascem principalmente das necessidades do corpo e dependem, mais do que o instinto, do organismo. O que, acima de tudo, as distingue do instinto é que são individuais e não produzem, como este último, efeitos gerais e uniformes; variam, ao contrário, de intensidade e de natureza, conforme os indivíduos. São úteis, como estimulante, até à eclosão do senso moral, que faz nasça de um ser passivo, um ser racional. Nesse momento, tornam-se não só inúteis, como nocivas ao progresso do Espírito, cuja desmaterialização retardam. Abrandam-se com o desenvolvimento da razão.

19. - O homem que só pelo instinto agisse constantemente poderia ser muito bom, mas conservaria adormecida a sua inteligência. Seria qual criança que não deixasse as andadeiras e não soubesse utilizar-se de seus membros.
Aquele que não domina as suas paixões pode ser muito inteligente, porém, ao mesmo tempo, muito mau. O instinto se aniquila por si mesmo; as paixões somente pelo esforço da vontade podem domar-se.

Livro A GÊNESE - Cap. III

25 de agosto de 2011

INTERPRETAÇÕES ESPÍRITAS


Símbolo: Os Espíritas não adotam símbolo
O Deus: DEUS.
Interpretação da Morte: Para os Espíritas a verdadeira vida é a espiritual, morte é uma passagem de uma vida para outra, ou melhor, nunca morremos, ou somos espíritos encarnados ou desencarnados. A morte é o espírito abandonando o corpo e seguindo sua trajetória em busca da perfeição, continuando a estudar, trabalhar e se aperfeiçoando. Os Espíritas acreditam em reencarnação, é através dela que o espírito progride e somente assim, ficando nesse ciclo de aprendizado, acreditam existirem vários Mundos e este em que vivemos é o das "Expiações e Provas", existem outros inferiores e outros superiores, conforme os espíritos vão evoluindo vão mudando de Mundo sempre no ciclo de vida encarnada e espiritual até atingirem a condição de espírito PURO, que continuará trabalhando na orientação dos que estão numa evolução inferior.
Cremação: Para os Espíritas o que importa não é o corpo e sim o espírito, portanto a cremação do corpo é perfeitamente aceita, orientam, porém, para o desligamento mais tranqüilo do espírito do corpo dá-se um prazo de 72hs a contar da morte até a cremação.
Doação de órgãos: A doação de órgãos é vista como um ato de caridade e, portanto incentivada.
Suicídio: Quando se encarna tem-se uma programação (não se deve confundir programação com destino) de vida, esta não pode ser interrompida e ninguém nasce programado para suicidar-se; portanto é considerado um ato criminoso contra si.
Autópsia: Não há nenhuma restrição.
Eutanásia: Dentro da filosofia que todos nascemos com uma programação de vida, a eutanásia não é aceita. Ninguém tem a capacidade de saber o momento certo de interromper essa programação (não se deve confundir programação com destino).
Aborto: Aborto intencional é considerado crime, a não ser por orientação médica para se salvar a vida da mãe. A programação de vida da mãe já está em curso e é preferível sacrificar a vida que vai nascer, pois este espírito terá outras oportunidades para reencarnar.
Exumação: Não há nenhuma restrição.
Embalsamamento: Apesar dos espíritas não verem nenhuma justificativa para isso, não há restrições.

Ritual Fúnebre
Falecimento: Constatado com certeza o óbito, os familiares deverão, munidos dos documentos legais, contatar uma funerária para que solicite imediatamente o caixão, e seu pronto sepultamento. O corpo é colocado no caixão trajado com roupa (cedida pela família) que mais se caracterizava com o falecido (a). É costume se retirar os adornos (anéis, relógio, colar, etc.).
O Caixão: A família, dentro das suas condições financeiras, escolhe. Nenhuma recomendação ou prática especial é exigida.
Velório: Os Espíritas velam seus mortos tanto com caixão aberto como fechado, dependendo da vontade da família. O velório é dirigido ao espírito, onde os presentes permanecem em preces em intenção a Alma criando-se um clima de vibração positiva em favor ao espírito desencarnado. Chorar questionando-se a justiça da morte é considerado prejudicial a essa vibração positiva, bem como qualquer pensamento derrotista. O espírito se liga ao encarnado pelos pensamentos por isso vibrações positivas são benéficas. Música ambiente durante o velório é permitida, ajudando as vibrações positivas. Flores são recebidas embora não seja necessária. Os Espíritas não adotam o uso de velas. 
Condolências: As condolências são dirigidas aos enlutados (apesar dos Espíritas não adotarem o Luto como prática), evitando-se a expressão "Meus Pêsames", e sim "Meus Sentimentos".
Vestimentas: Os Espíritas não adotam a cor preta como de luto, é de bom tom que os visitantes estejam trajados com cores sóbrias e principalmente trajados decorosamente, com devido respeito e senso de reverência.
Os Enlutados: São todos aqueles que se sentirem nessa posição, independente do parentesco com o falecido (a).
Quem Pode ir ao Cemitério: Todas as pessoas que assim o quiserem.
Enterro: Os Espíritas procuram enterrar o mais rápido possível, sem restrição de dia da semana ou datas festivo-religiosas, apenas aguardam os trâmites burocráticos. 
Cortejo: Chegando-se ao cemitério o cortejo seguirá diretamente para o local do sepultamento que será enterrado sem nenhuma cerimônia litúrgica.
O Luto: Na comunidade Espírita, não há a prática do Luto. Após o enterro, os Espíritas não preveem nenhuma cerimônia, ou seja, missas ou orações em intenção aos mortos, sempre que desejam de acordo com o foro íntimo de cada um, rezam positivamente para pedir boas vibrações para os desencarnados, tampouco está previsto descerramento ou inaugurações de túmulos.
Quanto ao túmulo, os Espíritas não adotam imagens e este poderá ser feito de acordo com a vontade e posses dos familiares.

24 de agosto de 2011

A SÍNDROME DE MARTA


 Lucas, 10: 38-42.
A perto de três quilômetros de Jerusalém, na estrada de Jericó, existe, ainda hoje, a cidade de Betânia, cenário de algumas passagens evangélicas.
Ali, segundo Lucas (24:50), Jesus ter-se-ia despedido dos discípulos, retornando à Espiritualidade, após conviver com eles durante quarenta dias, materializado.
Em suas andanças, sempre que ia a Jerusalém, Jesus visitava, em Betânia, os irmãos Lázaro, Marta e Maria, seus amigos.
Lázaro protagonizaria o famoso episódio da suposta ressurreição, quando Jesus o retirou do túmulo. É o evangelista João quem informa que os irmãos moravam no lugarejo (11:1).
Numa de suas visitas, o Mestre conversava com os discípulos.
Maria conservava-se aos seus pés, ouvindo atentamente, embevecida com sua palavra mansa e envolvente.
A presença de Jesus em sua casa constituía maravilhosa oportunidade de edificação, que sua alma sensível não desejava perder.
Marta, atarefada e nervosa, ia e vinha, no desenvolvimento de  rotineiras tarefas domésticas, que podiam ficar para depois, incapaz de aproveitar o glorioso momento.
Imaginemos uma família recebendo a visita de Chico Xavier. Reúnem-se todos ao redor do grande médium, menos a dona da casa.
– Não posso! É dia de faxina...
Era mais ou menos isso que Marta fazia.
Exasperava-se com a irmã. Inaceitável que estivesse a negligenciar as tarefas do lar.
Em dado instante, não se conteve.
Aproximou-se e reclamou, numa atitude indelicada, bem própria de quem fala o que pensa, sem pensar no que fala:
– Senhor, não te importas que minha irmã me deixe só no serviço? Diz-lhe, pois, que me ajude.
Podemos imaginar o constrangimento dos presentes, ante aquela manifestação intempestiva.
Mas, exercitando o dom maravilhoso de converter as situações mais delicadas e difíceis em ensejo para transmitir valiosas lições, Jesus fitou compassivo a impertinente hospedeira e respondeu, delicadamente:
– Marta, Marta! Andas inquieta e te preocupas com muitas coisas. No entanto, uma só é necessária... Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada.
Variados problemas de relacionamento que enfrentamos nascem do excessivo envolvimento com situações transitórias, a exacerbada preocupação com a vida material.
Justo e meritório o cuidado da dona-de-casa com a limpeza e a ordem, no lar. Mas, se ultrapassa os limites do razoável, conturba-se o ambiente.
Ralha com a doméstica, porque não passou aspirador de pó num cantinho da sala...
Discute com o marido, porque não pendurou a toalha de banho...
Irrita-se com os filhos porque seus quartos não estão em ordem...
Fica uma fera quando não lhe atendem às exigências.
Lar impecável – regime de quartel...
Os familiares podem levar na esportiva:
– O sargento está impossível!
Não raro se irritam, turvando o ambiente.
Algo semelhante ocorre com o chefe da casa.
Louvável seu esforço em atender à subsistência da família.
Entretanto, quando avança em demasia, além do razoável, cai na ambição, sentimento que germina com facilidade no coração humano, adubado pelo egoísmo.
Empenhado em seus propósitos, poderá prosperar materialmente, mas com graves prejuízos no relacionamento com as pessoas.
Será o chefe exigente...
O pai sem tempo para os filhos...
O cônjuge distante...
O companheiro difícil, duro de engolir!
Justificará diálogos assim:
– E o marido?
– Viajou.
– E com vocês, tudo em ordem?
– Tudo ótimo.
– Algum problema?
– Nenhum! O problema viajou...
– Marta, Marta! Andas inquieta e te preocupas com muitas coisas.
Há uma síndrome de Marta afetando multidões, pessoas excessivamente preocupadas com a subsistência, com a compra de um automóvel, com a construção de uma casa, com o futuro da família, com a limpeza do lar, com os negócios...
Apegam-se a situações efêmeras e bens transitórios.
Perturbam-se facilmente, desgastam-se por nada...
Vivem estressadas, neuróticas, inquietas, irritadas, abrindo campo a desajustes físicos e psíquicos.
– No entanto, uma só é necessária... Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada!
Qual a melhor parte da vida?
Para responder é preciso definir o que fazemos na Terra.
Qual a finalidade da jornada humana?
O Espiritismo revela que estamos aqui como alunos num educandário, convocados ao aprendizado das leis divinas. Isso envolve o aprimoramento espiritual, a aquisição de virtudes, o desenvolvimento de nossas potencialidades criadoras.
Escolhem a melhor parte as pessoas que orientam suas ações em direção a esses objetivos, alunos aplicados e diligentes.
Desapegam-se dos interesses do mundo.
Conscientizam-se de seus deveres diante de Deus e do próximo.
Abrem espaço em seu cérebro para os valores espirituais...
Abrem espaço em seu coração para as virtudes cristãs...
Adquirem valores imperecíveis de sabedoria e virtude, que constituirão sua riqueza inalienável, a lhes garantir bem-estar onde estiverem, na Terra ou no Além.
Condição sine qua non, indispensável ao cultivo da melhor parte:
Simplificar.
Imperioso que coloquemos acima de tudo a edificação de nossa alma, buscando os valores mais nobres.
Sem esse esforço, estaremos simplesmente perdendo tempo, complicando a jornada e acumulando moedas de ilusão que serão irremediavelmente confiscadas quando a Morte conferir nossa bagagem, na alfândega do Além.
Lá chegaremos a mendigar paz, em amargos desenganos.
Importante ressaltar que a edificação de nosso espírito não só abençoará nosso futuro, como também dará estabilidade ao nosso presente.
Buscando a melhor parte seremos capazes de conviver melhor com as pessoas, em âmbito doméstico, social e profissional...
Buscando a melhor parte saberemos resolver problemas, enfrentar dificuldades, superar obstáculos e atravessar os períodos difíceis, sem irritações, sem inquietude, capazes de fazer sempre o melhor...
Menos para Marta.
Mais para Maria!
Em O Sermão da Montanha Jesus já destacara esse tema, recomendando-nos que não nos preocupemos demasiadamente com a nossa vida.
Que busquemos em primeiro lugar o Reino de Deus, a se exprimir no esforço do Bem e da Verdade, e tudo o mais nos será dado por acréscimo.
Ajuda, também, e muito, cultivar alegria.
Se formos capazes de rir um pouco de nossos temores e dúvidas, eles tenderão a dissolver-se, evitando preocupações desajustantes.
A propósito vale lembrar um texto bem-humorado, onde o autor (infelizmente não tenho o seu nome) explica por que não devemos nos preocupar:
Há somente duas coisas com que você deve se preocupar:
Ou terá sucesso ou será malsucedido.
Se tiver sucesso, não terá com que se preocupar.
Se for malsucedido, há somente duas coisas com que se preocupar:
Ou você manterá a saúde ou ficará doente.
Se mantiver a saúde, não terá com que se preocupar.
Se ficar doente, há somente duas coisas com que se preocupar:
Ou você sarará ou morrerá.
Se sarar, não terá com que se preocupar.
Se morrer, há somente duas coisas com que se preocupar:
Ou você irá para o céu ou irá para o inferno.
Se for para o céu, não terá com que se preocupar.
Se for para o inferno, estará tão ocupado cumprimentando velhos amigos, que não terá tempo para se preocupar.
Lembre-se:
Preocupar-se é se pré-ocupar com algo que ainda não aconteceu.
Portanto, relaxe!

RICHARD SIMONETTI

20 de agosto de 2011

JUÍZO FINAL




O que é o Juízo Final?
A idéia que ocorre de imediato é de um julgamento final: as ovelhas vão para o Reino dos Céus e as cabras para as trevas. – E depois... O que acontecerá? – Acaba tudo? – A Terra ficará vazia?
Existirá realmente, segundo a concepção dos crentes, a exatificação da justiça tão esperada?

O Juízo Final é o julgamento final, e ponto final? - Será esta a verdadeira interpretação?

"Honrai o vosso pai e vossa mãe, para que possais herdar a Terra" (4º Mandamento do Decálogo).

Temos aí, uma condição imposta pelas Leis Divinas para que possamos merecer continuar neste Planeta.

O "Honrar pai e mãe" não trata apenas de estreitar os laços afetivos para com os nossos genitores. O Decálogo é a síntese das Leis Divinas, e nesta simbologia do "Honrar pai e mãe" está fundamentado o honrar a paternidade de Deus. Aliás, os que não honram seus pais nunca souberam honrar a Deus.

O sentido de herdade ou continuação está inserido, também, neste contexto: "O meu reino ainda não é deste mundo" – Jesus- João 18:36.

Se ainda não é... Um dia será. Quando?

Depois da separação do Joio do Trigo, das Cabras das Ovelhas, os Injustos dos Justos. Estes últimos, os eleitos, herdarão a Terra.

Época em que o Evangelho do Cristo estará vivo no coração da Humanidade.

Falando da grande tribulação que já está acontecer, disse Jesus: "Porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido, nem haverá jamais. Não tivessem aqueles dias abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos eleitos, tais dias serão abreviados." – Jesus – Mateus 24-21:22.

Observa-se que haverá tormentas antes da separação dos maus e bons, as quais já se iniciaram há algum tempo.

Observa também, que a Terra não deixará de existir, será a moradia ou herança dos escolhidos. E da maneira que Jesus fala, está tudo esquematizado.

Afirma, ainda: "Então, estando dois no campo, será levado um, e deixando outro. Estando duas moendo no moinho será levada uma, e deixada outra”. (MAT 24- 40:41) Nesta passagem deixa bem claro que apenas a metade será o número dos que ficarão como herdeiros da Terra. Certamente, nestes números estão contidos os encarnados e desencarnados, cujo somatório vai além dos vinte bilhões, matriculados neste planeta Terra (dados fornecidos pelos espíritos).

Para onde vão os maus? – Ou seja, a outra metade restantes?

São os Joios "que serão atados e jogados no fogo" – (MAT.13-3o). Não no fogo eterno que não existe, mas no "fogo que purifica.”.

Se há o objetivo de purificar é porque existe, também, o objetivo de recuperar e o que se recupera, obviamente, deverá novamente ser aproveitado.

Revela-nos os espíritos que no Sistema de Capela, estrela de primeira magnitude (grandeza) bem superior ao nosso Sol, estrela alfa da Constelação de Cocheiro, um de seus planetas em épocas remotas passou por idêntica transformação a que estamos prestes a passar.

Os expurgados de lá, isto é, aqueles habitantes que não apresentaram condições de herdar ou de lá permanecer, dado ao novo estágio de evolução que ganhara aquele planeta, foram degredados para o planeta Terra.

Segundo relato do Velho Testamento, muitos vieram em corpo físico mesmo e eram gigantes (os chamados homens que vieram dos céus); outros, já desencarnados, foram trazidos para nova moradia, para aqui reencarnarem. Sem querer adentrar a nenhuma forma de proselitismo há quem afirme que esses gigantes que habitaram o nosso planeta eram filhos dos anjos com as mulheres terrestres.

Estes espíritos, expurgados daquele planeta distante, apesar das condições morais que os impediam de lá permanecer, eram dotados de razoável inteligência e formaram aqui na Terra as grandes civilizações que a nossa história registrou.

Para eles, os expurgados, considerando a diferença de qualidade e condições entre um mundo e outro, aqui era um verdadeiro inferno, como será o mundo primitivo para onde irão os expurgados daqui.

Nas reminiscências dos ex-Capelinos, ficou a imagem "do Paraíso Perdido", tanto quanto ficará nas dos que daqui partirem (os dois terços para uns e metade para outros) para o mundo inferior.

Daí concluirmos, também, que o Paraíso ou Édem em que Adão e Eva foram expulsos em seu sentido alegórico - está contido nesta metamorfose de mudança, no ciclo da Evolução. Os mundos, as "Moradas na Casa de meu Pai", também evoluem.

Segundo ainda os espíritos, até os dias de hoje existem aqui na Terra remanescentes Capelinos. Muitos para lá já retornaram depois de purgadas as suas imperfeições neste "vale de lágrimas.”.

Na alegoria de Adão e Eva existe algo muito interessante e que deve ser analisado à luz do bom-senso. Caim, por inveja matou Abel, seu irmão (ambos os filhos de Adão e Eva) e depois fugiu para a terra de Node e lá se casou. Com a promessa de Deus de que ninguém o mataria. Prova de que já existiam outras pessoas e outros povoados. E se já existiam povoados outros, por distante que estes fossem o que impediria a não existência de outros mais antigos que o tradicional paraíso de Adão e Eva.

Caim, por haver assassinando a Abel, teve medo ao receber a penitência imposta pelo Senhor em partir para outras terras. Tinha medo de ser assassinado, também. O Senhor deixou-lhe uma marca para que tal não acontecesse. – Quem poderia matar Caim se segundo a lenda só existiam dois homens na face da terra, ele e seu pai Adão? – Se não existissem outros homens pelos caminhos que deveria andar como justificar o medo de Caim? Também, não haveria a necessidade de nenhuma marca nele colocada pelo Senhor e nem a promessa de que nenhum outro homem o mataria. O seu irmão, Set, nasceria bem depois, quando Adão já tinha seus cento e trinta anos. De há muito Caim havia debandado para a terra de Node

Para melhor entendimento, transcrevo do livro Gênesis de Moisés, os versículos 4-11 a 16, com o título "O primeiro homicídio":

És agora, pois, maldito por sobre a terra, cuja boca se abriu para receber de tuas mãos o sangue do teu irmão. Quando lavrares o solo, não te dará ele a sua força; serás fugitivo e errante pela terra. Então, disse Caim ao Senhor: É tamanho o meu castigo, que já não posso suportá-lo. Eis que hoje me lanças da face da terra, e da tua presença hei de esconder-me; serei fugitivo e errante pela terra; quem comigo se encontrar me matará. O Senhor, porém, lhe disse: Assim, qualquer que matar a Caim será vingado sete vezes. E pôs o Senhor um sinal em Caim para que o não ferisse de morte quem quer que o encontra-se. Retirou-se Caim da presença do Senhor e habitou na terra de Node, ao oriente do Éden.

A história faz relatos, mas deixa lacunas em forma de interrogações que devemos analisar.

O que está escrito está escrito; mas nem tudo o que aconteceu foi escrito e a simbologia é quase sempre mal interpretada, mas o bom-senso nos direciona às possíveis realidades e conclusões que nem sempre a inteligência dá para alcançar.

As interpretações dadas pelas religiões justificam que houve vários ciclos de gerações. Em que os Homens daquela época, viviam em torno dos 800 a 900 anos. Por certo a cronologia era outra, os anos não tinham os mesmos números de meses e dias da atualidade.

Existe uma variedade de calendários, regidos de acordo com a cultura do povo. Os meses judaicos iam de lua nova a lua nova, sem falar no calendário da agricultura que existia em remotíssimas eras; portanto, bem diferente do nosso atual calendário (gregoriano).

São avaliações que necessitam ser levadas em conta. Por outro lado é bom considerar que nem o medo de Caim e o sinal pelo Senhor nele colocado, deixariam de ser justificados por quanto o acontecido foi quase de imediato ao fratricídio por ele praticado.

Admitindo a não existência de outra mulher, pergunta-se com quem se casou seu irmão Set? Que nasceu bem posterior à sua partida - por certo com uma de suas irmãs. A Bíblia não registra tal fato, mas também não explica. .

Não fosse a citação Bíblica sobre a herdade de Caim (seus filhos e filhas), levado pela culpa do crime, talvez acompanhado pelo remorso e a solidão imposta pelo banimento, levando aí aproximadamente 200 anos estando só sem ter por perto nenhum ser humano, acreditaríamos que tivesse ele morrido de tédio. Afinal, com quem ele se casou? . Da onde surgiu a sua esposa?

Será que Deus teve necessidade de fazer outra intervenção cirúrgica, tirando-a de sua costela, conforme fizera com o seu pai Adão?

Não saber explicar, tudo muito bem, mas inventar para justificar-se não é correto.

O que se deve entender por Juízo Final não é a concepção de que o mundo vai acabar como por várias vezes já foi noticiado. Prende-se antes de tudo às mudanças de acordo com o estado evolutivo da Humanidade e do próprio planeta.

Em uma pálida comparação, o mesmo acontece em nossas escolas. Os bons alunos aprovados no ano letivo terão garantidos para o ano seguinte outro mundo de novos aprendizados. Os repetentes, por falta de lugar pior, amargarão na mesma carteira a sua negligência, e esta carteira torna-se enfadonha, além de enfadonho o ano que perdeu.

"Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a Terra"- Jesus – Mateus 5-4.

Agora imagine caro leitor, a Terra sem corruptos: corruptores e corrompidos! – Que herança!!! . Maravilha das maravilhas. Tudo em Paz. Todos operando no Bem. Sem violências e promiscuidades. Será que não foi este o paraíso que Adão e Eva perderam, por se deixarem levar pelas tentações, ou conduzidos pelas fraquezas ou imaturidade? Ou talvez, quem sabe, por estarem desafinados espiritualmente com o seu "habitat" foram banidos para um mundo inferior. Não teriam sido eles Capelinos?

Pelo menos a história contada pelos espíritos, através do Consolador prometido, é mais racional e atende melhor ao espírito da lógica. O Joio e o Trigo crescerão juntos, só na época da colheita que o joio será ceifado e atado e jogados no fogo que purifica.

Medite sobre o assunto, você também, caro leitor.

Os símbolos mal interpretados viram estórias dos contos de fadas. E você não é mais uma criança.

"Muitos os chamados, poucos os escolhidos"- Jesus.
Texto retirado do Livro O ovo de Colombo de Milled Assed