9 de agosto de 2011

O CORPO DE JESUS


… Falar de coisas  muito distantes da humanidade é sujeitar-se a controvérsias de todas as qualidades; entretanto, quando é hora de dizer, não se deve calar. Os primeiros profetas falaram da vinda do Cristo à Terra, quase mil anos antes da sua chegada a este planeta. Foram ridicularizados e mesmo apedrejados, passando pelos maiores vexames; mas falaram e, após eles, outros vieram dizendo a mesma coisa. Até hoje os homens não se matam por simples motivos e idéias, com quase aconteceu com Galileu Galilei, quando afirmou que a Terra era redonda e que girava em torno de si mesma e em torno do Sol? Mas reagem e criticam quando surgem outras leis, dando garantias e liberdade  aos próprios homens.
Desde a vinda do Cristo, até os dias presentes, divergem alguns sobre a natureza do corpo do Mestre: se o Cristo tinha um corpo de carne ou se era um corpo celestial. E muitas discussões foram travadas por tão simples assunto, quando não era ainda tempo adequado para dele tratar. Até mesmo muitos espíritas se dividem no campo destas opiniões e, possivelmente, continuarão a se dividir no tocante a esse  controverso assunto. Respeitamos todas as teorias dos homens e  Espíritos, porque sabemos da sinceridade em querer levar o evangelho aos corações  dos que sofrem.
Falamos de muitos assuntos que, por vezes, nos interessa falar; no entanto, o objetivo maior do Grande Mensageiro de Deus é a reforma do homem, é melhorar as condições dos Espíritos no tocante aos seus pensamentos e suas atitudes, é fazer conhecido o verdadeiro amor, aquele que se subdivide inúmeras virtudes para nos educar e, por vezes, nos instruir em todos os sentidos. Não é o crer ou deixar de crer que irá atrasar um Espírito ou impedir que ele atinja planos superiores; haverá um dia em que todos estaremos aceitando a verdade sem nenhuma variante, encarando o sol sem as suas temer as claridades.
Na verdade, existem mundos grosseiros, onde os Espíritos estão nas primeiras encarnações, mundos primitivos como era a Terra, ao chegarem a ela essas falanges de Espíritos mais esclarecidos nas diversas áreas do conhecimento, mas em precária condição moral, provindos de pátrias distantes, assim como há mundos venturosos, onde o corpo que serve aos Espíritos é quase fluídico, onde a contextura da própria matéria chegou a um grande aprimoramento, capaz de fornecer à alma meios seguros para o seu total desempenho na arte de despertar de todas as suas qualidades espirituais.
Certamente que existem leis em todos os mundos, de acordo com as suas evoluções, mas essas leis nunca fecham. São as mesmas para todas as criaturas. Cada um respeita essas regras de acordo com a evolução própria atingida. Podes notar, na Terra certas leis respeitadas por uns, que para outros não tem valia, como, por exemplo, os sinais de trânsito. Para determinadas autoridades, elas perdem o valor. O sinal vermelho para um veículo presidencial não tem significação, uma vez que outros critérios passam ocupar primeiro plano, no caso, a segurança do chefe da nação. Isso estamos mencionando para que possa avaliar as leis siderais. Para o nascimento de um grande ser, as leis que regulam as outras, como as que o assistem. Não é que esse ser seja privilegiado; ele apenas recebe o que merece, no âmbito de sua grandeza espiritual...
A humanidade, por assim dizer, evolui por meio de trocas em todos os mundos. A sequencia evolutiva das raças depende de enxertos provindos de fora, de maneira tão sutil, que os próprios homens não desconfiam. A evolução do Espírito requer corpos adequados para a sua ascensão. Almas altamente evoluídas sentirão na sua formação congênita, enxertos admiráveis, concedidos pela própria natureza, não aceitos pelo homem comum. Como foi dito acima, as leis são as mesmas para todos. Os raios solares, o ar e a agua são entregues para os homens e animais com as mesmas riquezas, mas cada qual extrai desses meios de vida o que a sua evolução ordenar. Cada raça mãe, de vez em quando, recebe um enxerto de outros mundos, para compensar o estimulo biológico e este compartilhar com o esquema divino do engrandecimento da alma.
A  matéria  deve acompanhar o Espírito na sua escalada evolutiva; de outra forma ele não suportaria a vida nos liames da carne, que certamente evolui, mas não tanto quanto o Espírito. Já em determinada faixa evolutiva, a ascensão dos seres espirituais já acordados para a luz tem maior rapidez, visto que a própria vida lança mão de todos os recursos para  acompanhá-los e, dentre eles se encontra essa troca de valores de que estamos tentando falar. Uma chama divina que se move em um corpo de um animal, o que faria ligada a um complexo humano? É a mesma coisa ligarmos corrente elétrica de baixa voltagem para acionar um motor de elevada potencia e este por em  movimento a maquina.
Ocorre inversamente, com um espírito de altas vibrações, como no caso de Jesus, ao ser internado em um corpo físico de um ser humano comum. Este não suportaria as correntes vibratórias dessa alma e poderia até desintegrar-se no momento de ser concebido. Basta um pouco de raciocínio para percebermos. Certamente que isto não é derrogar as leis; estas é que cedem às conveniências, mudando suas ações de acordo com a evolução da alma. Os altos instrutores da humanidade já fizeram várias experiências neste sentido, enxertando raças humanas, como se fosse uma espécie híbrida, como no caso que se faz com os animais e plantas na Terra. A diferença é que, na Terra,  o híbrido não dá continuidade a raça; no caso espiritual, o híbrido tem a mesma fecundidade, com os valores altamente proliferadores.
Como um corpo puramente físico poderia suportar um Espírito de alta pureza espiritual como o Cristo? As próprias leis físicas nos dão essa explicação: correntes de alta voltagem somente podem passar em fios apropriados.
Um Espírito da qualidade do Cristo não suportaria uma permanência em corpo de carne e osso qual comum; ele se dissociaria imediatamente, mesmo na sua formação congênita. Por outro lado, as vibrações da Terra são tão pesadas e densas, que não existem condições para um corpo fluídico permanecer os anos que o Mestre viveu entre os homens. Mesmo Espíritos de considerável elevação, cuja vibração se assemelhe aos que reencarnam neste globo, a não ser com um preparo muito grande, paciente e demorado, podem nele permanecer por muito tempo, atuando em favor dos homens. Hoje, pode-se dizer que não existiram equívocos nas teorias – se as podemos chamar de teorias – quanto ao corpo de Jesus, por sabermos, como os próprios homens, que matéria é acumulação de fluidos e que os fluidos são matéria dispersa. Fluidos e matéria se confundem na grande ciência da vida infinita! ...
Em relação ao Messias, o caso não foi outro. Ele era de natureza humana e divina; até o seu corpo foi um bio-corpo, para que pudesse ficar entre a Terra e o céu, em completo domínio das suas atividades nos dois campos de trabalho, celestial e humano.
Ela era filho de Deus e Filho do Homem.

Trecho retirado do livro Maria de Nazaré, pelo espirito Miramez, paginas 307 a 313

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